Entrevista Sandro Freitas – Treino da Flexibilidade e Alongamento

Nesta entrevista com o professor e CEO da Gnosies, Sandro Freitas, abordamos o Treino da Flexibilidade, um dos temas que tem gerado alguma controvérsia entre os profissionais do exercício nos tempos mais recentes.

Num post que publiquei aqui no ano passado, fiz questão de abordar alguns dos aspectos mais recorrentes no que diz respeito aos reais benefícios dos alongamentos. Muitos profissionais e atletas ainda pensam que existem verdades absolutas neste campo e que é preciso treinar de forma específica esta capacidade física. No entanto, isso não corresponde àquilo que tenho observado na prática, pelo simples facto que existem muitas variáveis e uma delas tem a ver com o perfil de movimento funcional de cada indivíduo.

Estas foram algumas das questões abordadas nesta entrevista:

Início. Para quê que serve o Treino da Flexibilidade? (nota do Pedro: acham que a capacidade de produzir força tem alguma coisa a ver com isto?).

2′ 20”. O que nos diz a evidência científica nesta área e as investigações efetuadas pelo autor na Faculdade de Motricidade Humana (FMH)? Segundo Freitas, a intensidade do alongamento tem sido uma variável de treino menosprezada por grande parte dos investigadores e tem uma importância fundamental nas adaptações dos tecidos. Ou seja, é mais importante normalizar a intensidade de alongamento que o tempo de alongamento. E faz todo o sentido que assim seja!

7’12”. Será que devemos fazer alongamentos estáticos antes de fazer treino de força / potência…?

10’35”. É verdade que para assistirmos a uma deformação plástica dos tecidos, devemos alongar quando os músculos estão frios? Esta, por exemplo, parece ser uma questão que carece de evidência científica, no entanto, alguns especialistas em tecidos moles dizem, que, quando alongamos com os músculos quentes, os mesmos voltam ao tamanho normal. Este estudo diz-nos que a inclusão de um exercício de aquecimento antes do alongamento não parece aumentar significativamente a eficácia do alongamento estático dos isquiotibiais.

14’30”. Que instrumentos / ferramentas têm os profissionais do Exercício à sua disposição para medir a Flexibilidade?

20’30”. Que populações específicas podem beneficiar de um programa de treino periodizado da Flexibilidade?

Sem mais demoras, vejam a entrevista e fiquem a conhecer as respostas a estas e a outras questões, na palavra de um dos investigadores portugueses que mais horas tem dedicado ao estudo da Flexibilidade.

Até breve!

8 thoughts on “Entrevista Sandro Freitas – Treino da Flexibilidade e Alongamento

  1. Muito Boa entrevista. Só fiquei com uma pequena duvida. Devemos “Aquecer” para um treino/prova, seja ela que modalidade for, com alongamentos estáticos ou dinâmicos ou os dois??

    Obrigado
    Abraço

      • Obrigado Pedro pela resposta.
        Pois isso é o que eu sempre pensei e penso mas como ouvi falar tanto no alongamento estático fiquei com essa impressão!
        Mesmo assim a entrevista foi bastante elucidativa no que toca a Alongamentos e Flexibilidade.
        Obrigado por estar em constante apresentação de estudos, para que o nosso trabalho seja sempre melhor.
        Abraço

  2. Bom dia

    Fiquei com a impressão de que o Prof. Sandro diz que se pode fazer alongamentos estáticos antes de um treino. E o tipo de desporto onde é necessário ter maior flexibilidade,são as artes marciais. Portanto de eu alongar de forma estática, posso realizar um movimento de potência (por exemplo pernas), sem risco, ou terá sempre que ser de forma dinâmica. É que na outra entrevista o prof. Sandro defende os alongamentos estáticos.

    Cumprimentos

  3. Boa Tarde

    A minha dúvida é o que está transcrito no trecho de texto, abaixo:

    “Contudo, a resposta (2) mostra-nos que o sujeito é capaz de produzir mais força em amplitudes articulares elevadas. Ou seja, em certos contextos físico-desportivos, por ser vantajoso, e por isso deve-se recomendar praticar antes da actividade”

    Dá ideia de que se deve fazer alongamentos estáticos antes do treino. Gostaria de saber quais são os contextos de que o prof. Sandro Freitas fala.

    Desde já obrigado pela atenção
    Cumprimentos

  4. Bom dia prof Pedro

    Em relação a este post, houve, há e haverá sempre discórdia, mas realmente numa entrevista o prof Sandro Freitas, diz que num ponto os alongamentos estáticos reduzem o pico de força, mas a seguir diz que permite fazer força em amplitudes mais elevadas, ora para quem não entende faz confusão. Era melhor dizer que:
    – reduzem o pico de força;
    – mas se se fizer (entenda-se treinar), alongamentos estáticos (ou flexibilidade), permitirá, após algum tempo fazer então a tal força em maiores amplitudes.

    É desta forma que eu entendo. Treino alongamentos estáticos/flexibilidade para num futuro conseguir fazer força numa amplitude maior.
    Se não for isto gostaria que o prof Pedro me elucidasse.

    Continue com este excelente trabalho
    Cumprimentos

    Gustavo Fernandes

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