Barras Paleo PC Training

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Uma coisa que me costumam perguntar muitas vezes é quais são as barrinhas mais aconselháveis que podem comer para snack (período entre refeições), tendo em conta que a maioria delas estão cheias de açúcar e de aditivos pouco apelativos.

Se há uma coisa que é importante em relação à nossa saúde é que ela não surge por acaso, eu diria mesmo que a palavra chave é preparação. Se aquilo que costuma fazer é comer qualquer coisa para desenrascar porque não teve tempo para preparar ou pensar na comida do dia seguinte, o mais provável é que acabe por comer um alimento de qualidade duvidosa.

Sendo assim, se o seu objetivo  é comer algo de boa qualidade, é importante que seja você a perder (i.e. investir) algum tempo a pensar e a preparar aquilo que vai meter à boca. Ninguém vai fazer isto por si, a não ser que tenha a sorte de ter alguém da sua confiança para fazer isto.

Aqui está uma ideia para um snack mais saudável (sem glúten, sem açúcar refinado e sem aditivos químicos) que pode fazer em casa para comer no período entre refeições e/ou para levar consigo quando vai de viagem.

A receita:

2 chávenas de oleaginosas (mistura de cajus, avelãs, nozes e amêndoas)

3/4 chávena de tâmaras

1/4 de chávena de cacau magro em pó

3 colheres de sopa de óleo de côco

Como Fazer:

1)  Moer as oleaginosas num liquidificador até ficarem estilo farinha.

2)  Juntar as tâmaras (sem caroços), o cacau magro em pó e o óleo de côco até formar uma massa pegajosa.

3) Colocar essa massa num recipiente coberto com papel vegetal (conforme pode ver na imagem).

4) Guardar no frigorífico e esperar algumas horas.

As barras ficaram muito boas, tão boas que achei que devia partilhar a receita aqui no blog.

Espero que gostem.

Até breve!

Fat Burn Boot Camp – The Madeira Experience

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Será nos próximos dias 28 de Dezembro e 4 de Janeiro que o Fat Burn Boot Camp chega à Madeira pela primeira vez.

O Fat Burn Boot Camp é um programa de treino (com aconselhamento nutricional) que começamos a desenvolver em Lisboa durante o presente ano e a aceitação por parte das pessoas tem sido fantástica!

Enquanto mentor deste projeto, fico bastante contente em levar este evento até à minha terra natal, onde espero poder rever vários amigos e conhecer mais algumas pessoas interessadas em treinar para melhorar a sua condição física.

Podem consultar todas as informações sobre o evento aqui.

As inscrições já começaram e estão a decorrer a muito bom ritmo.

Até breve!

Bolo de Côco PC Training

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Estamos a chegar à altura do Natal e nesta altura fica particularmente difícil evitar comer doces, bolos e outras guloseimas. O principal problema é que a maioria destes bolos / doces são feitos com ingredientes de má qualidade e, sinceramente, quando me ponho a pensar no impacto que os mesmos podem ter no nosso metabolismo e saúde, prefiro deixá-los na mesa.

E porquê? Porque normalmente são feitos com farinha de trigo (logo têm glúten), estão cheios de açúcar (amarelo, branco ou mascavado – é tudo a mesma porcaria!) e, possivelmente, com óleos vegetais refinados e/ou gordura hidrogenada (margarina).

Portanto, o meu conselho é: se tiver que comer alguma coisa que não presta, tenha a certeza que é algo que gosta mesmo muito! E se assim for coma muita quantidade para ficar mal disposto(a) e perceber que não é dessas coisas que o seu corpo precisa para prosperar!

Tendo em conta que eu também gosto de comer bolos de vez em quando (e se o efeito fosse o mesmo dos brócolos, comia todos os dias) tenho que arranjar umas alternativas mais saudáveis para controlar os danos. E penso que isto também pode ajudá-lo(a).

A receita:

8 ovos (separar as claras das gemas)

400 gramas de côco ralado

125 gramas de manteiga clarificada ou ghee (pode ver aqui como fazer). Nota: se conseguir arranjar manteiga de vacas alimentadas a pasto, tanto melhor.

6 colheres de sopa de açúcar de côco

Raspas de um limão

Como fazer:

1) Separar a clara das gemas e misturar as gemas com os restantes ingredientes num recipiente.

2) Bater as claras em castelo.

3) Depois de misturar bem, juntar as claras em castelo, misturar novamente até formar uma massa consistente e levar ao forno a cozer a 180º durante 50-60 minutos, sensivelmente.

4) Depois de cozido, podem polvilhar o bolo com um pouco de canela, um dos meus alimentos preferidos.

Podem encontrar os ingredientes todos no supermercado à excepção do açúcar de côco, que normalmente está disponível numa loja de dietética ou produtos biológicos.

Espero que gostem e que aproveitem esta receita para comerem de forma mais funcional e para melhorarem a vossa qualidade de vida.

É também com essa intenção que faço estas partilhas.

Até breve!

Como Escapar ao Vale da Morte Educacional – Ken Robinson

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Há cerca de um mês atrás partilhei aqui uma conferência do Sir Ken Robinson, onde ele falou sobre a necessidade de fazer uma Revolução na Aprendizagem.

No seguimento dessa intervenção, gostaria de partilhar a conferência mais recente que ele deu na TED Talks Education em Abril deste mesmo ano e destacar as dez afirmações que mais me chamaram a atenção, traduzidas para português.

“Existem três princípios com os quais a vida humana prospera e são contrariados pela cultura da educação na qual a maioria dos professores tem de trabalhar e que a maioria dos alunos tem de suportar. O primeiro é este: os seres humanos são naturalmente diferentes e diversos.”

“Uma verdadeira Educação tem que dar o mesmo peso às Artes, às Humanidades e à Educação Física.”

Nota do Pedro: Tenho esperança que um dia os nossos governantes consigam entender que a Educação Física não é o patinho feio da Educação. Esta disciplina, com o devido enquadramento, faz parte da solução para prevenir doenças e para melhorar a qualidade de vida. Sem movimento, não haveria vida.

“Se sentarem miúdos hora após hora, a fazer um medíocre trabalho de escritório, não se surpreendam se eles se começarem a agitar…”

“O segundo princípio que leva a vida humana a prosperar é a curiosidade. Se conseguirmos acender a chama da curiosidade nas crianças, elas aprenderão, muitas vezes, sem qualquer assistência.”

“A curiosidade é o motor da realização.”

“O terceiro princípio é que a vida humana é inerentemente criativa (…) ensinar é uma profissão criativa. Ensinar de forma correta não é um sistema de transmissão. Vocês não está lá apenas para transmitir a informação que receberam. Os bons professores fazem isso mas o que fazem também é orientar, estimular, provocar, envolver.”

“O papel do professor é facilitar a aprendizagem (…) e parte do problema é, penso eu, que a cultura dominante na educação se tem vindo a focar não em ensinar e aprender, mas em testar.”

“Todos criamos as nossas vidas ao longo deste processo incessante de imaginar alternativas e posibilidades, e esse é um dos papéis da educação, acordar e desenvolver esses poderes de criatividade. Em vez disso, o que temos é uma cultura de padronização.”

“A Educação não é um sistema mecânico. É um sistema humano. É sobre pessoas, pessoas que ou querem aprender ou não querem aprender.”

Citando Benjamin Franklin: “Existem três tipos de pessoas no  Mundo: os que são imutáveis – pessoas que não entendem, não querem entender e não vão fazer nada acerca disso; os que são mutáveis – pessoas que vêm a necessidade de mudança e estão preparadas para ouvir sobre isso; e os que se movem – pessoas que fazem as coisas acontecer.”

Julgo que aqui estão muitas mensagens importantes para todos aqueles que estão direta e/ou indiretamente envolvidos no processo de educação e facilitação de aprendizagem. Pelo menos para fim foram!

Espero que gostem.

Até breve!

Documentário sobre o Colesterol – Heart of the Matter

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“O colesterol é a molécula orgânica mais comum no cérebro, está em todas as membranas celulares e é o percursor de muitas das hormonas do nosso corpo, (…) pensar que se pode diminui-la radicalmente e não ter consequências é ridículo…”.

Dr. Jonh Abramson, Harvard Medical School – Public School of Health

Hoje venho partilhar mais um excelente documentário que vem desmistificar a teoria que o colesterol é o inimigo a abater na nossa saúde. Sim, felizmente não passa de uma teoria que já tinha falado aqui e aqui.

Esta história do colesterol, da ingestão de gorduras e da sua associação com as doenças cardiovasculares deve ter sido um dos maiores fiascos da história da Medicina. O que é mais grave nisto tudo é que o estudo que deu início a esta confusão (Seven Countries Study) foi manipulado para servir eventuais interesses pessoais (do Dr. Ancel Keys) e, paradoxalmente, tem sido com base neste estudo que as principais organizações de saúde e respetivos profissionais que fazem parte do sistema, têm feito as suas recomendações nutricionais.

(Nota: Para quem quiser saber como tudo começou e as verdadeiras evidências, recomendo que leiam a série de artigos sobre o colesterol que o Dr. José Carlos Souto partilhou no seu blog Dieta Low Carb e Paleolítica).

Além de ter sido manipulado, estamos a falar de um estudo epidemiológico. Os estudos epidemiológicos têm como finalidade estabelecer uma correlação entre variáveis, mas correlação / associação não significa necessariamente causa. Segundo a Classificação do Oxford Centre for Evidence-based Medicine, este nível de evidência científica é muito fraco,  quanto muito este tipo de estudos poderá servir de base para um estudo de intervenção, mas nunca para chegar a conclusões.

Por aquilo que tenho percebido, os próprios médicos e profissionais de saúde ainda não estão devidamente informados sobre os verdadeiros agentes causadores de doença cardíaca e ainda olham para o colesterol como se fosse o elemento mais importante neste processo.

Antes de passar para o documentário propriamente dito, queria destacar ainda que a jornalista que conduz o documentário, Maryanne Demasi (PhD em Medicina), colocou também a Associação Australiana do Coração em cheque, quando pediu que os mesmos facultassem as evidências que dão suporte às atuais recomendações nutricionais e eles não conseguiram.

Parte 1 – Como surgiu o mito do colesterol e da gordura saturada.

Parte 2 – Sobre as estatinas (os medicamentos mais lucrativos da indústria).

Se acha que este tipo de informação pode ser útil para alguém da sua família ou para algum amigo ou conhecido, partilhe estes vídeos com eles.

Até breve e continue a fazer exercício físico pela sua saúde!