Elimine o Slide no seu swing de golfe

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O Slide é um movimento que acontece na direção oposta ao Sway (espero que ainda se lembre do último artigo), ou seja, o Slide pode ser caraterizado como um movimento lateral excessivo da bacia que acontece durante a fase de downswing. O tronco precisa de umas ancas estáveis para garantir uma aceleração adequada durante o downswing. Se as suas ancas e glúteos não tiverem a estabilidade suficiente para aguentar as forças de rotação geradas pelo tronco, braços e taco, você vai acabar por transferir energia de forma ineficiente e o seu drive deverá ser ultrapassado pelos jogadores que se focam em melhorar estas competências físicas.

Para quem tiver interesse em melhorar a funcionalidade do seu corpo para o golfe, aqui fica o link para o resto do artigo (págs. 18-20) que escrevi para a revista Golfe Press (edição de Agosto) e algumas dicas de exercícios para corrigir esta limitação física.

Ver aqui: Elimine o Slide no seu Swing de Golfe.

Até breve e boas tacadas!

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Precisamos de mais mulheres a levantar pesos – Parte 2

Foto Lidia Deadlift

No seguimento do último post, hoje venho partilhar a entrevista que fiz à Lídia Almeida (em grande estilo na imagem acima), uma farmacêutica de 57 anos que começou a treinar há cerca de um ano e que nunca tinha levantado pesos.

De destacar que perdeu 20 quilos, 10% de massa gorda e que nunca teve que andar / correr horas na passadeira (nem qualquer outra máquina típica de cardio), nem andar de máquina calculadora ou balança atrás de si para contar as calorias que ingeria diariamente!

Portanto, agora que o seu corpo já está mais estável, com maior mobilidade e mais forte, provavelmente vamos começar a fazer umas visitas à passadeira, não para correr muito tempo, mas para fazer uns sprints, ou seja, a próxima transformação vai começar em breve. Como costumo dizer, primeiro há que estar em forma para correr, correr para ficar em forma geralmente não dá bons resultados.

Aqui vai.

1 – Conte-nos um pouco sobre si e sobre aquilo que está a fazer neste momento.

Chamo-me Lídia, tenho 57 anos, sou farmacêutica. Exerço a profissão que gosto e sinto que diariamente tenho a possibilidade de contribuir para melhorar a vida das pessoas, numa área tão sensível como é a da saúde. Tenho um filho. Gosto de passear, viajar, ir à praia, ir ao cinema, ler, dançar, conversar e principalmente rir. Não gosto de pessoas negativas e aborrecidas. Odeio as expressões “vai-se andando “ e “é a vida “.

2 – Como é que ouviu falar do Pedro Correia e porquê que decidiu procurá-lo? 

Conheci o Pedro Correia através do meu filho, e foi ele que me incentivou a contactar o Pedro e a iniciar um programa de treino. O primeiro contacto foi no Fat Burn Boot Camp 1st Edition e aí apercebi-me de como estava, a gordura era visível, mas pior do que isso era a limitação no movimento. Todos os movimentos que executava eram desajustados, fazia-os com muita dificuldade e com grande cansaço. A escolha do Pedro teve a ver com o conhecimento do seu método inovador e sobre a abordagem do treino físico / treino de força.

3 – Fale-nos um pouco das mudanças que sentiu quando começou a treinar com a sua metodologia. 

Comecei logo a sentir efeitos na diminuição do volume no geral e em particular nas pernas que inchavam no final do dia. Notei também bastantes melhorias ao nível da postura e uma diminuição de dor nas costas.

4 – O que melhorou na sua alimentação e estilo de vida desde então?

Na minha alimentação mudou muita coisa, e de forma radical retirei o glúten, o leite, o açúcar, etc. Tenho preocupação na escolha dos alimentos, não como tanto e sinto-me mais saciada. Incluí os treinos semanais como parte da minha rotina de vida.

5 – Quais são os aspectos que mais gosta na sua forma de trabalhar? E os que menos gosta?

Gosto do profissionalismo, do rigor, do esforço e empenho que dedica ao treino. Até agora não me lembro de nada que não goste.

6 – Qual ou quais os exercícios que mais gosta de fazer?

Tenho dificuldade em responder porque na realidade gosto do treino no geral. O treino é sempre variado. Ao longo do tempo há planos de treinos novos, mais exigentes, com movimentos compostos e também mais interessantes.

7 – Qual ou quais os exercícios que menos gosta de fazer?

Não tenho exercícios que não gosto de fazer. No entanto, a última parte do treino, o “finisher”, é sempre muito difícil de concluir devido à alta intensidade de movimento num período curto de tempo.

8 – Tendo em conta a sua transformação ao longo deste último ano, o que sente quando olha para a Lídia de há um ano atrás?

Hoje estou mais forte, mais ágil, mais rápida e com melhor postura. As diferenças são notórias, perdi massa gorda e aumentei a massa muscular.

9 – Já perdeu mais de 20 quilos, já rejuvenesceu alguns anos e há uns dias atrás participou pela primeira vez numa prova de peso morto. Qual é o limite?

O principal objetivo é continuar a treinar e a superar-me em cada dia. Venham novos desafios.

10 – Tem algo que queira acrescentar e que não tenha perguntado? 

Só citar alguém: “nunca é demasiado tarde para fazer algo de novo”.

Ok Lídia, muito obrigado pela sua disponibilidade e pelas palavras simpáticas, já tenho alguns desafios na manga, portanto não se preocupe que vamos continuar a progredir.

Beijinhos e parabéns pela superação do treino de hoje de manhã, que não foi particularmente fácil :). 

Até breve!

Precisamos de mais mulheres a levantar pesos – Parte 1

Transformaçao Lidia PC Training

Tenho que partilhar convosco esta história inspiradora de uma atleta minha. Há cerca de um ano atrás tive uma senhora de 56 anos que me contactou para começar a treinar, depois de se ter inscrito na primeira edição do Fat Burn Boot Camp em Lisboa. Até essa data nunca tinha treinado e nem sabia o que era uma barra de pesos.

A senhora tinha peso a mais e o seu objetivo era perder massa gorda de forma sustentável, ou seja, ganhar saúde. Depois de ter feito a minha avaliação inicial (já na Clínica), constatei que a senhora em causa estava bastante descondicionada devido à vida sedentária que levava e que precisava urgentemente de ajuda.

Depois de nos conhecermos um pouco melhor durante a entrevista / consulta e de avaliarmos a sua situação com maior profundidade, lembro-me de lhe dizer na altura que todos os problemas que ela tinha (ex: sentia-se cansada, com falta de energia, tinha retenção de água, dormia mal, tinha dores nas costas) podiam ser melhorados com um programa integrado de treino e alimentação / suplementação, mas que isso iria acarretar algumas mudanças comportamentais na sua vida.

Apesar de estar pouco confiante nas melhorias que viria mais tarde a sentir, a Lídia estava disponível para mudar e para fazer as coisas que teriam que ser feitas para melhorar a sua qualidade de vida. E assim foi. Passado um ano, a Lídia perdeu 20 quilos, move-se muito melhor e já levanta pesos como deve ser (no peso morto levanta 75 quilos). O seu corpo ganhou uma funcionalidade que ela nem própria acreditava ser possível quando começamos a treinar há cerca de um ano atrás. Pois é meninas, se vocês continuarem a pensar que os pesos pluma que utilizam nos health clubs são suficientes, não esperem grandes resultados!

Eu costumo dizer que mais importante que os atributos físicos das pessoas, é a sua cabeça, a sua mentalidade. A mentalidade de cada um é a parte mais difícil de treinar, se uma pessoa não está disponível para mudar e/ou para sair da sua zona de conforto de vez em quando, também não vai estar disponível para evoluir. As grandes mudanças conseguem-se quando superamos aqueles ambientes desconfortáveis e os obstáculos que se colocam à nossa frente. Os conhecimentos técnicos e a programação são uma parte importante do processo do treino, mas quem treina seres humanos (e não se limita a passar receitas de bolo) sabe muito bem que há muitos mais factores em jogo.

Apesar de já ter lidado com atletas de várias modalidades desportivas, que naturalmente têm uma motivação intrínseca mais forte, esta história é, provavelmente, a mais fascinante delas todas. Porquê? Porque seria muito mais cómodo para uma senhora de 56 anos continuar a fazer a sua vida normal e dizer que já está demasiado velha para treinar desta forma. É isto que acontece com a maioria das pessoas. A maioria das pessoas não acredita que é possível ficar na sua melhor forma de sempre quando é biologicamente mais velha e utiliza esse argumento como desculpa para não fazer (aposto que já começaram a pensar em várias pessoas da vossa familia e/ou amigos…).

Felizmente, a Lídia percebeu que levar uma “vida normal” não era o caminho (i.e. passear no ginásio, fazer quilómetros na passadeira e levantar pesos que fazem cócegas aos músculos) para prosperar, e no passado fim de semana foi corajosa o suficiente para participar numa prova de peso morto (em formato power reps), e ainda superou os objetivos que tínhamos estabelecido!

Espero que este caso inspire outras mulheres a fazer treino de força (se ainda pensam que vão ficar cheias de músculos e com pêlos no peito, recomendo que leiam este artigo), e que possamos ver cada vez mais mulheres (de todas as idades) a levantar pesos e a ficar mais fortes. Este é que é o “medicamento” que elas precisam para aumentar a longevidade e para ficarem com uma pele mais firme. Não se deixem convencer pelos suplementos e/ou cremes milagrosos!

Já o disse em pessoa mas volto a dizer publicamente: muitos parabéns Lídia, pelo esforço, dedicação e consistência ao longo deste último ano. Apesar de termos encontrado algumas pedras no caminho (que irão sempre existir), o que interessa agora é olhar para trás e reconhecer o fantástico percurso realizado até ao momento.

Na parte 2 vamos conversar um bocadinho com a Lídia para que ela nos conte um bocadinho mais sobre o seu percurso até aqui.

Fiquem atentos.

Até breve!