Precisamos de mais mulheres a levantar pesos – Parte 1

Transformaçao Lidia PC Training

Tenho que partilhar convosco esta história inspiradora de uma atleta minha. Há cerca de um ano atrás tive uma senhora de 56 anos que me contactou para começar a treinar, depois de se ter inscrito na primeira edição do Fat Burn Boot Camp em Lisboa. Até essa data nunca tinha treinado e nem sabia o que era uma barra de pesos.

A senhora tinha peso a mais e o seu objetivo era perder massa gorda de forma sustentável, ou seja, ganhar saúde. Depois de ter feito a minha avaliação inicial (já na Clínica), constatei que a senhora em causa estava bastante descondicionada devido à vida sedentária que levava e que precisava urgentemente de ajuda.

Depois de nos conhecermos um pouco melhor durante a entrevista / consulta e de avaliarmos a sua situação com maior profundidade, lembro-me de lhe dizer na altura que todos os problemas que ela tinha (ex: sentia-se cansada, com falta de energia, tinha retenção de água, dormia mal, tinha dores nas costas) podiam ser melhorados com um programa integrado de treino e alimentação / suplementação, mas que isso iria acarretar algumas mudanças comportamentais na sua vida.

Apesar de estar pouco confiante nas melhorias que viria mais tarde a sentir, a Lídia estava disponível para mudar e para fazer as coisas que teriam que ser feitas para melhorar a sua qualidade de vida. E assim foi. Passado um ano, a Lídia perdeu 20 quilos, move-se muito melhor e já levanta pesos como deve ser (no peso morto levanta 75 quilos). O seu corpo ganhou uma funcionalidade que ela nem própria acreditava ser possível quando começamos a treinar há cerca de um ano atrás. Pois é meninas, se vocês continuarem a pensar que os pesos pluma que utilizam nos health clubs são suficientes, não esperem grandes resultados!

Eu costumo dizer que mais importante que os atributos físicos das pessoas, é a sua cabeça, a sua mentalidade. A mentalidade de cada um é a parte mais difícil de treinar, se uma pessoa não está disponível para mudar e/ou para sair da sua zona de conforto de vez em quando, também não vai estar disponível para evoluir. As grandes mudanças conseguem-se quando superamos aqueles ambientes desconfortáveis e os obstáculos que se colocam à nossa frente. Os conhecimentos técnicos e a programação são uma parte importante do processo do treino, mas quem treina seres humanos (e não se limita a passar receitas de bolo) sabe muito bem que há muitos mais factores em jogo.

Apesar de já ter lidado com atletas de várias modalidades desportivas, que naturalmente têm uma motivação intrínseca mais forte, esta história é, provavelmente, a mais fascinante delas todas. Porquê? Porque seria muito mais cómodo para uma senhora de 56 anos continuar a fazer a sua vida normal e dizer que já está demasiado velha para treinar desta forma. É isto que acontece com a maioria das pessoas. A maioria das pessoas não acredita que é possível ficar na sua melhor forma de sempre quando é biologicamente mais velha e utiliza esse argumento como desculpa para não fazer (aposto que já começaram a pensar em várias pessoas da vossa familia e/ou amigos…).

Felizmente, a Lídia percebeu que levar uma “vida normal” não era o caminho (i.e. passear no ginásio, fazer quilómetros na passadeira e levantar pesos que fazem cócegas aos músculos) para prosperar, e no passado fim de semana foi corajosa o suficiente para participar numa prova de peso morto (em formato power reps), e ainda superou os objetivos que tínhamos estabelecido!

Espero que este caso inspire outras mulheres a fazer treino de força (se ainda pensam que vão ficar cheias de músculos e com pêlos no peito, recomendo que leiam este artigo), e que possamos ver cada vez mais mulheres (de todas as idades) a levantar pesos e a ficar mais fortes. Este é que é o “medicamento” que elas precisam para aumentar a longevidade e para ficarem com uma pele mais firme. Não se deixem convencer pelos suplementos e/ou cremes milagrosos!

Já o disse em pessoa mas volto a dizer publicamente: muitos parabéns Lídia, pelo esforço, dedicação e consistência ao longo deste último ano. Apesar de termos encontrado algumas pedras no caminho (que irão sempre existir), o que interessa agora é olhar para trás e reconhecer o fantástico percurso realizado até ao momento.

Na parte 2 vamos conversar um bocadinho com a Lídia para que ela nos conte um bocadinho mais sobre o seu percurso até aqui.

Fiquem atentos.

Até breve!

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