Precisamos de mais mulheres a levantar pesos – Parte 2

Foto Lidia Deadlift

No seguimento do último post, hoje venho partilhar a entrevista que fiz à Lídia Almeida (em grande estilo na imagem acima), uma farmacêutica de 57 anos que começou a treinar há cerca de um ano e que nunca tinha levantado pesos.

De destacar que perdeu 20 quilos, 10% de massa gorda e que nunca teve que andar / correr horas na passadeira (nem qualquer outra máquina típica de cardio), nem andar de máquina calculadora ou balança atrás de si para contar as calorias que ingeria diariamente!

Portanto, agora que o seu corpo já está mais estável, com maior mobilidade e mais forte, provavelmente vamos começar a fazer umas visitas à passadeira, não para correr muito tempo, mas para fazer uns sprints, ou seja, a próxima transformação vai começar em breve. Como costumo dizer, primeiro há que estar em forma para correr, correr para ficar em forma geralmente não dá bons resultados.

Aqui vai.

1 – Conte-nos um pouco sobre si e sobre aquilo que está a fazer neste momento.

Chamo-me Lídia, tenho 57 anos, sou farmacêutica. Exerço a profissão que gosto e sinto que diariamente tenho a possibilidade de contribuir para melhorar a vida das pessoas, numa área tão sensível como é a da saúde. Tenho um filho. Gosto de passear, viajar, ir à praia, ir ao cinema, ler, dançar, conversar e principalmente rir. Não gosto de pessoas negativas e aborrecidas. Odeio as expressões “vai-se andando “ e “é a vida “.

2 – Como é que ouviu falar do Pedro Correia e porquê que decidiu procurá-lo? 

Conheci o Pedro Correia através do meu filho, e foi ele que me incentivou a contactar o Pedro e a iniciar um programa de treino. O primeiro contacto foi no Fat Burn Boot Camp 1st Edition e aí apercebi-me de como estava, a gordura era visível, mas pior do que isso era a limitação no movimento. Todos os movimentos que executava eram desajustados, fazia-os com muita dificuldade e com grande cansaço. A escolha do Pedro teve a ver com o conhecimento do seu método inovador e sobre a abordagem do treino físico / treino de força.

3 – Fale-nos um pouco das mudanças que sentiu quando começou a treinar com a sua metodologia. 

Comecei logo a sentir efeitos na diminuição do volume no geral e em particular nas pernas que inchavam no final do dia. Notei também bastantes melhorias ao nível da postura e uma diminuição de dor nas costas.

4 – O que melhorou na sua alimentação e estilo de vida desde então?

Na minha alimentação mudou muita coisa, e de forma radical retirei o glúten, o leite, o açúcar, etc. Tenho preocupação na escolha dos alimentos, não como tanto e sinto-me mais saciada. Incluí os treinos semanais como parte da minha rotina de vida.

5 – Quais são os aspectos que mais gosta na sua forma de trabalhar? E os que menos gosta?

Gosto do profissionalismo, do rigor, do esforço e empenho que dedica ao treino. Até agora não me lembro de nada que não goste.

6 – Qual ou quais os exercícios que mais gosta de fazer?

Tenho dificuldade em responder porque na realidade gosto do treino no geral. O treino é sempre variado. Ao longo do tempo há planos de treinos novos, mais exigentes, com movimentos compostos e também mais interessantes.

7 – Qual ou quais os exercícios que menos gosta de fazer?

Não tenho exercícios que não gosto de fazer. No entanto, a última parte do treino, o “finisher”, é sempre muito difícil de concluir devido à alta intensidade de movimento num período curto de tempo.

8 – Tendo em conta a sua transformação ao longo deste último ano, o que sente quando olha para a Lídia de há um ano atrás?

Hoje estou mais forte, mais ágil, mais rápida e com melhor postura. As diferenças são notórias, perdi massa gorda e aumentei a massa muscular.

9 – Já perdeu mais de 20 quilos, já rejuvenesceu alguns anos e há uns dias atrás participou pela primeira vez numa prova de peso morto. Qual é o limite?

O principal objetivo é continuar a treinar e a superar-me em cada dia. Venham novos desafios.

10 – Tem algo que queira acrescentar e que não tenha perguntado? 

Só citar alguém: “nunca é demasiado tarde para fazer algo de novo”.

Ok Lídia, muito obrigado pela sua disponibilidade e pelas palavras simpáticas, já tenho alguns desafios na manga, portanto não se preocupe que vamos continuar a progredir.

Beijinhos e parabéns pela superação do treino de hoje de manhã, que não foi particularmente fácil🙂. 

Até breve!

4 thoughts on “Precisamos de mais mulheres a levantar pesos – Parte 2

  1. É impressionante! Grande força de vontade, não é qualquer mulher com essa idade que tem essa enorme força de vontade, e ainda por cima, para levantar pesos, que a maior parte das mulheres acha que vai ganhar massa muscular comparativamente à massa ganha por um homem e por isso têm medo. Gosto bastante do trabalho que fazes Pedro e das tuas filosofias de treino, nutrição e qualidade de vida para uma maior longevidade e energia, contribuindo para o bem estar em geral. É preciso tirar da cabeça das mulheres que o treino de força é essencial para qualquer idade, género ou condição. Bom trabalho.

  2. Olá Pedro, Tenho feito alguns exercicios como aqueles 3 que mostraste num video teu algures no blog e alguns dos exercicios exibidos neste video https://www.youtube.com/watch?v=toYFd-hofGo .
    Tenho algumas dúvidas em relação aos dias de descanso que devo fazer. O objectivo passa por conseguir ganhar força, e tornar mais fácil a execução dos exercicos assim como aumentar o número de repetições. Basicamente descanso quando sinto dores musculares, quando deixo de sentir essas dores, volto a fazer o treino. Falta dizer que o treino dura sensivelmente uma hora com pausas de poucos minutos pelo meio.
    Agradecia que pudesses esclarecer-me em relação aos dias de descanso ou noutro aspecto em que me queiras elucidar.
    Um abraço

    • Olá Jorge,

      Se o seu objetivo é ganhar força, haverá uma altura em que não será possível consegui-lo apenas com exercícios à base do peso do corpo, será preciso juntar cargas externas. Quanto aos dias de trabalho por semana, se o objetivo é aumentar a força, 3-4x por semana será suficiente, é importante dar tempo ao corpo para recuperar.

      Um abraço.

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