Como tudo começou?

Dez anos. No passado dia 18 de Junho de 2007 estava deitado numa cama de hospital para iniciar o transplante de medula óssea. Eram 13 horas. Quando penso nesse momento lembro-me de tudo aquilo que aconteceu até lá chegar. Do início do processo. Da indignação. Da revolta interior. Do sentimento de injustiça que senti quando soube que estava doente. Da procura constante de explicações. De todos os acontecimentos que tiveram lugar ao longo desse ano, que parecia interminável. Análises. Exames. Consultas. Incontáveis horas de espera no hospital. Confusões administrativas. Condutas médicas egocêntricas e despreocupadas. Da falta de condições humanas e materiais para poder tratar as pessoas da forma como elas mereciam ser tratadas – com respeito, com dignidade, com humanismo. Particularmente no serviço de Hemato-Oncologia do Hospital Central do Funchal, que foi onde iniciei os meus tratamentos. Talvez um dia fale mais sobre isso. Hoje não. Mas aquilo parecia um filme de terror e eu não queria fazer parte do elenco.

O desfecho já o partilhei mas hoje quero recordar como tudo começou. Decorria o ano de 2006. Mês de Junho. Lembro-me que estava em Madrid no âmbito de uma pós-graduação, e, numa noite, creio que era um sábado à noite, estava a preparar-me para ir a uma festa de gala. Quando estava a colocar a gravata e a apertar o colarinho, reparei num volume estranho no pescoço. Era um nódulo. Quando fazia pressão não sentia qualquer dor mas era bastante denso. Nessa noite não liguei muito à situação mas depois fui reparando que aquilo não passava e que parecia estar a aumentar de tamanho. Talvez não estivesse mas só pelo facto de saber que aquele nódulo continuava lá e que não desaparecia achei que era importante ir ao médico para saber a sua opinião e tentar apurar o que se passava.

Falei com um médico amigo meu na Madeira, ele observou-me e disse-me que era melhor fazer umas análises e um raio-X tórax para, depois, ser observado por outro médico, um colega dele especialista em medicina interna. E assim foi. Fiz as análises, estava tudo bem. Fiz o raio-X e, além dos nódulos no pescoço, verificou-se também uma massa anormalmente grande na zona do mediastino (a área situada entre os pulmões). Isto não parecia ser bom sinal. Na altura, ouvi o médico a murmurar à minha mãe uma palavra esquisita que nunca tinha ouvido falar. Mas parecia que queriam que não ouvisse. Rapidamente percebi que a notícia não era boa pela expressão que a minha mãe fez. Entretanto, também percebi que o médico não me queria dizer exactamente o que se passava – disse-me que o melhor era fazer um TAC para ter mais certezas. Depois ainda fiquei a falar um pouco mais com o meu amigo que me observou no início e quando subi ao andar onde trabalhava a minha mãe (só para contextualizar, a minha mãe era enfermeira no serviço de Ortopedia), encontrei-a a chorar atrás de uma porta, a ser confortada por algumas colegas do serviço mas bastante afectada com tudo aquilo que estava a acontecer. Muito mais que eu, que, ainda não sabia bem o que se estava a passar. Lembro-me perfeitamente de olhar para ela e perguntar: “o que é que se passa? o que é que o médico disse? qual é o problema?” E foi aí que percebi que a palavra que foi sussurrada ao seu ouvido pelo médico foi Hodgkin, linfoma de Hodgkin. Nesse momento, não fazia a mais pequena ideia da gravidade da situação mas depois de ficar a saber o que era, comecei a ficar preocupado. Com a minha mãe a chorar e altamente abalada só me lembro de olhar para ela, de lhe agarrar nos braços e dizer para não se preocupar, que tudo iria correr bem. Mas a verdade é que já estava ferido por dentro. Nunca lhe disse isto. Achei que era importante manter-me forte e mostrar confiança naquele momento. Depois vim-me embora, a minha mãe ficou no serviço a trabalhar, e eu só pensava em chegar ao carro o mais rápido possível para regressar a casa e ficar sozinho. Só queria ficar sozinho.

Quando cheguei ao carro, chorei. E não conseguia parar de chorar. Não conseguia deixar de pensar no que me podia acontecer. Fui o caminho todo a chorar para casa e a pensar porquê que isto tinha acontecido comigo. Estava completamente arrasado. Coloquei os óculos de sol para disfarçar as lágrimas enquanto conduzia mas elas não paravam de escorrer pela cara abaixo. “O que será que vai acontecer?” – pensava eu. Cheguei a casa, abri a porta, parei o carro dentro da garagem e depois de ficar um pouco mais calmo, comecei a pesquisar sobre o linfoma de Hodgkin. Queria saber as causas, os tratamentos disponíveis, o que podia fazer para melhorar, tudo aquilo que estava ao meu alcance para poder melhorar melhorar esta condição. Na altura, já havia alguma informação disponível mas mal sabia eu o que ainda estava para vir.

Há dez anos atrás, deitado naquela cama, estava vivo mas não me sentia vivo. E, digo-vos, não há sensação melhor que sentirmo-nos vivos, fazermos aquilo que gostamos e desfrutarmos das coisas simples que a vida nos proporciona. Sentirmo-nos vivos é absolutamente maravilhoso.

Até breve!

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Cancro e Dieta Cetogénica – Vídeo

A importância da Dieta no tratamento do Cancro. Não é por acaso que o número de casos de pessoas com cancro tem vindo a aumentar e que o mesmo está a aparecer cada vez mais cedo. Ainda há poucas dias tive conhecimento de mais algumas pessoas que foram diagnosticadas com cancro e tenho pena que esta informação seja ainda pouco conhecida ou, pior que isso, ignorada.

Uma amiga da minha mãe faleceu recentemente com um cancro do pâncreas e já tinha metástases em várias partes do corpo. A doença foi diagnosticada em Dezembro! Quando eu tive um linfoma há alguns anos atrás, uma das primeiras perguntas que fiz ao médico foi que tipo de alimentos devia comer e/ou evitar para melhorar o meu estado. A sua resposta foi que a alimentação não tinha nada a ver e que devia continuar a fazer a minha dieta normal (nota: ele nem me perguntou qual era a minha dieta normal).

O nosso estilo de vida está a dar cabo de nós e aquilo que mais devemos prezar é o que metemos na boca todos os dias – isto tanto pode funcionar para vivermos a vida dos nossos sonhos, como para nos matarmos devagarinho e silenciosamente. Obviamente que não é só a alimentação, mas também os padrões de sono, o exercício físico, a exposição a poluentes / radiação, o tabaco, o álcool, todos estes aspetos têm uma importância significativa no nosso estado de saúde. A cura do cancro não está nos medicamentos, a cura do cancro está nos alimentos.

Partilhem esta informação com os vossos contactos e ajudem a disseminar a mensagem.

Até breve!

A minha jornada contra o Cancro – Um Exemplo de Superação

Foto Transf. Pedro

“Olá Pedro, como se sente? Vinha só dizer-lhe que o transplante correu bem e que já pode ficar mais tranquilo”. Foram estas as palavras que ouvi por parte do médico quando fui sujeito a um transplante de medula óssea há cerca de seis anos atrás com a finalidade de tratar um linfoma de hodgkin, uma forma de cancro no sistema linfático. Lembro-me disto e do cheiro estranho a delícias do mar que ficou dentro do quarto. Lembro-me também que nessa altura quase que não tinha forças para me levantar da cama, quanto mais desatar aos saltos para celebrar as boas notícias.

Foram tempos difíceis e esta foi uma etapa importante no culminar do processo. Lembro-me que foi mais ou menos por essa data que o António Lobo Antunes, um dos maiores escritores portugueses da nossa história, revelou ao público através das suas crónicas semanais na revista Visão, que ele também estava a sofrer de uma condição parecida. Lembro-me de nessa crónica ele dizer, entre outras coisas, que sentia a morte dentro dele e que nunca imaginava o quão decadente pode tornar-se a vida humana quando tem que enfrentar estas situações. Não diria melhor. Foi um texto simples, profundo e ao seu melhor estilo – único e autêntico.

Este artigo vem a propósito da superação. Da nossa capacidade individual em superar os obstáculos que encontramos na nossa vida, da nossa capacidade em superar desafios e da nossa vontade em ir além do limite (que nós inconscientemente definimos todos os dias). É verdade que não conseguimos controlar tudo aquilo que nos acontece mas se há uma coisa que todos nós podemos controlar nas nossas vidas é a nossa atitude.

É a atitude que faz a diferença. É a nossa atitude que, em última instância, vai determinar o nosso esforço. O nosso esforço para conseguirmos superar uma doença, o nosso esforço para emagrecermos, o nosso esforço para ficarmos mais fortes, mais rápidos, mais ágeis, o nosso esforço na preparação de uma entrevista de trabalho, o nosso esforço para melhorarmos competências, o nosso esforço para aprendermos todos os dias, o nosso esforço para melhorarmos a qualidade de vida, o nosso esforço para servirmos melhor os outros, etc. Eu acredito que, com esforço, vontade e determinação, é possível alcançar quase tudo.

A grandeza é uma questão de mentalidade. É normalmente a nossa mente o nosso principal obstáculo. Nós estabelecemos limites pessoais de forma insconsciente e julgamos que não é possível superá-los. É mais ou menos comum ouvirmos algumas pessoas dizer que já não podem fazer isto ou aquilo porque já não têm idade, porque já não têm forças e/ou porque não têm tempo. Quando ouço este tipo de coisas tento sempre dar exemplos de histórias inspiradoras, pessoas e estratégias para ultrapassar essas barreiras.

Querer é poder. Se quiser realmente alcançar um objetivo que é importante para si vai encontrar um caminho, se não quiser, vai (irremediavelmente) encontrar uma desculpa. Pense nisto.

Cada dia que passa é uma oportunidade para melhorar. Se eu pensasse que não tinha forças para superar a quimioterapia e a radioterapia a que fui sujeito durante a fase em que estive doente, provavelmente já não estaria aqui a escrever estas linhas. Se eu pensasse que seria impossível melhorar com este tipo de intervenção, provavelmente não iria melhorar. Ou seja, mesmo sabendo que fazia parte do processo: vomitar todos os dias várias vezes, perder o cabelo, perder as forças, perder a vontade de comer, passar noites em claro (ora porque tinha pesadelos, ora porque alguém chamava pelos enfermeiros), separar-me dos amigos, passar várias semanas isolado num quarto, falar com as pessoas através de um vidro e perder a capacidade de fazer a maior parte das coisas que gostava de fazer, achei que era importante aguentar e pensar “amanhã vai ser melhor”. O processo fez mossa e deixou marcas. E essas marcas vão ficar para o resto da vida.

As pessoas que me acompanharam de perto neste processo, a minha mãe, o meu pai, o meu irmão, a equipa de médicos, enfermeiros e auxiliares, alguns familiares e amigos, viram como fiquei e é também graças a elas que recuperei e graças às escolhas que fiz durante estes últimos anos que, neste momento, sinto-me na melhor forma da minha vida.

A superação começa na nossa cabeça e reflete-se nas nossas ações. Se o seu objetivo é emagrecer, cuide da sua alimentação, coma menos vezes em restaurantes e beba menos álcool. Se o seu objetivo é ficar mais forte, mais rápido e mais ágil, treine, coma melhor e invista num treinador certificado. Se o seu objetivo é ser o melhor do seu ramo, invista nas suas competências, invista nas várias áreas que têm um papel fundamental no sucesso do seu trabalho e rodeie-se de pessoas com as mesmas ambições. Se o seu objetivo é viver com maior qualidade de vida, durma bem, coma bem, treine bem, procure uma ou várias modalidades que sempre quis experimentar e disfrute de momentos únicos com a sua família, companheiro(a) e amigos.

Todos nós passamos por situações difíceis e, a avaliar por aquilo que presenciei no hospital durante esta jornada, há sempre alguém que está pior que nós.

Este foi o meu maior exemplo de superação pessoal até hoje.

Partilhem também os vossos.

Até breve!

O Milagre Gerson – Documentário sobre o Cancro

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No seguimento do post sobre a Terapia Gerson – Uma Cura Alternativa para o Cancro, hoje partilho mais um excelente documentário, que data de 2004 e agora com legendas em português.

Agradeço ao Tiago Mota por ter partilhado este documentário.

Vejam e partilhem. É preciso que este tipo de informação chegue ao maior número de pessoas, pelos simples motivo que o número de cancros está a aumentar e que existem outros tipos de abordagem para tratar estas doenças, além da quimioterapia e radioterapia, que podem causar danos irreversíveis.

O documentário tem a duração de 1h30min, mas se querem estar bem informados, este é daqueles documentários que não devem perder e que, no melhor dos casos, pode ajudar a salvar a vida de algumas pessoas.

Para quem quiser saber mais informações, ou se têm familiares ou amigos que estão a passar por situações destas, existe um grupo de entreajuda no Facebook chamado Terapia de Gerson em Portugal. De momento existem duas clínicas Gerson no Mundo, uma no México e outra na Hungria.

Até breve!

A Terapia Gerson – Uma Cura Alternativa para o Cancro

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Hipócrates (460 a.c – 370 a.c), uma das figuras de maior destaque da Medicina e considerado por muitos autores como o pai da Medicina disse há muito tempo atrás: “Let thy food by thy medicine, and let thy medicine be thy food”, ou seja, deixa o alimento ser a tua medicina e a medicina ser o teu alimento.

É de lamentar que este tipo de raciocínio não faça parte do nosso processo educativo, porque se assim o fosse, seria de esperar que houvesse menos pessoas doentes. E menos dinheiro para a indústria farmaceûtica! Pois, se calhar é este o problema.

Seguindo a lógica de Hipócrates, o alimento devia ser a nossa medicina. Mas olhando para o mundo real e para aquilo que acontece nos hospitais, não é isso que acontece. O que acontece nos hospitais é que os medicamentos têm prioridade sobre a alimentação. Na verdade, são poucos os profissionais de medicina que olham para a alimentação como sendo o factor determinante na prevenção das principais doenças crónicas da nossa sociedade. E porquê que isto acontece? Porque os médicos são educados para tratar os síntomas e para aprender mais sobre drogas do que sobre comida. Mas no fundo a culpa não é deles, a culpa é da forma como todo o sistema está montado.

O grande problema aqui é que a indústria farmacêutica não pode patentear alimentos naturais e como tal precisa de fabricar drogas (querendo fazer-nos crer que são necessárias e insubstituíveis) para garantir os seus lucros astronómicos no final do ano. Mas estas drogas são paliativas, elas não resolvem o problema! Não há dinheiro envolvido na saúde, o dinheiro está todo na doença! Quantas mais drogas se vendem, melhor. Portanto, o lobby da indústria farmacêutica é que está a lixar isto tudo!

Sem mais demoras e porque este assunto tem pano para mangas, o documentário que hoje partilho convosco vem demonstrar que existem outras alternativas para curar o cancro, sem recorrer aos tradicionais tratamentos de quimioterapia e radioterapia (e aos seus terríveis efeitos secundários). Já aflorei algumas coisas sobre este assunto em alguns posts, que podem consultar aqui.

Neste excelente documentário poderão testemunhar as evidências (1h09m) que existem no sucesso deste tipo de terapia (desenvolvida pelo Dr. Max Gerson a partir de 1928), que consiste basicamente na ingestão de alimentos frescos e naturais, tais como frutas, verduras, sumos e…enemas de café (este é um procedimento que consiste em inserir café no ânus com a finalidade de limpar o recto, os intestinos e desintoxicar o fígado – e que curiosamente fez parte do manual da Merck até 1972). Podem ouvir a explicação a partir de 1h06 e 30s.

O documentário tem a duração de 1h30m mas vale a pena ver para perceber que o conhecimento existe e que está documentado, apesar das constantes perseguições, da censura e das muitas tentativas de manter as pessoas ignorantes.

Partilhem, o conhecimento é poder.

Até breve!

Um Tratamento Ocultado para a Cura do Cancro – Antineoplastos

No seguimento de posts anteriores subordinados a esta temática, descobri outro filme (que partilho no fim deste texto) muito interessante que nos conta a história de um tratamento alternativo do cancro com resultados significativamente melhores quando comparado com os tratamentos tradicionais de quimioterapia e radioterapia. Esta terapia tem sido utilizada com sucesso numa clínica em Houston, Texas (EUA) desde os anos 80 e, segundo aquilo que consegui apurar, já se está a fazer alguns ensaios clínicos também no Japão.

Esta descoberta surgiu mais ou menos por acaso quando um médico polaco estava a trabalhar no seu doutoramento em bioquímica nos anos 70, estudando a relação dos níveis de aminoácidos e peptídeos no sangue de individuos saudáveis e indivíduos doentes, com a finalidade de diagnosticar possíveis doenças.

O que são Antineoplastos e como funcionam?

Os antineoplastos (em inglês antineoplastons) são derivados de peptídeos e de aminoácidos descobertos pelo Dr. Stanislaw Burzynski, MD, Ph.D. em 1967. Os peptídeos são biomoléculas formadas pela ligação de dois ou mais aminoácidos e ambos fazem parte do metabolismo das proteínas.

O Dr. Burzynski foi o primeiro a descobrir peptídeos que ocorrem naturalmente no corpo humano que controlam o crescimento do cancro. Ele observou que os pacientes com cancro tinham, tipicamente, deficiência de certos peptídeos no sangue, em comparação com indivíduos saudáveis. De acordo com o Dr. Burzynski,  os antineoplastos são componentes de um sistema de defesa bioquímico que controla o cancro sem destruir as células normais.

Quimicamente, os antineoplastos incluem peptídeos, derivados de aminoácidos e ácidos orgânicos. Eles ocorrem naturalmente no sangue e na urina e são reproduzidos de forma sintética para uso medicinal. O nome de antineoplastos vem das suas funções em controlar células cancerosas ou neoplásicas, pelo que se podem considerar como agentes anti-neoplásicos.

Os antineoplastos actuam como interruptores moleculares, que “desligam” os processos vitais das células anormais, forçando-as a morrer por apoptose (morte programada da célula). Portanto, estas substâncias desencadeiam a morte de células cancerosas sem danificar as células saudáveis e sem comprometer o seu desenvolvimento.

O nosso corpo contêm duas categorias de genes que permitem que o cancro se possa desenvolver (os oncogenes e os genes supressores tumorais) e é geralmente aceite que o cancro resulta de uma maior actividade dos oncogenes e de uma menor actividade dos genes supressores tumorais.  Desta forma, os antineoplastos “ligam” os genes supressores tumorais e “desligam” os oncogenes restabelecendo o equilibrio na expressão genética dos individuos.

Sobre o filme

Este filme, que devia ser difundido o mais possível, conta a história de um médico e bioquímico chamado Stanislaw Burzynski que ganhou a maior e, possivelmente, a mais complicada e intrigante batalha contra a Food & Drug Administration (FDA) na história dos EUA.

As suas batalhas vitoriosas com o governo dos Estados Unidos tiveram lugar por consequência das descobertas que este médico de origem polaca fez nos anos 70, quando descobriu uns compostos (antineoplastos) que poderiam ajudar a tratar o cancro de uma forma muito mais efectiva que os tradicionais tratamentos de quimioterapia e radioterapia.

Este tipo de tratamento, por variadas razões políticas e económicas (como vão poder comprovar ao longo do filme), encontra-se somente disponível sob a forma de ensaios clínicos na Burzynski Clinic no Texas, no entanto, presume-se que dentro de algum tempo, esteja disponível para a população em geral, já que está a decorrer a fase final de provas com a supervisão da  FDA, a entidade americana que regula a aprovação deste tipo de coisas.

Quando este tratamento for aprovado, será a primeira vez na história que um único cientista, e não uma empresa farmacêutica, terá a patente exclusiva e os direitos de distribuição deste tipo de medicamento ao mercado aberto. Ou seja, a indústria farmaceûtica – a indústria mais lucrativa do planeta com ganhos médios anuais de 20% – não poderá lucrar absolutamente nada com a venda destes medicamentos, que têm demonstrado melhores resultados que os tratamentos convencionais de quimioterapia e radioterapia.

Nota: Vejam a partir do minuto 20 alguns estudos a comprovar esta realidade e o PERIGO das drogas mais comuns usadas na quimioterapia – mitotano, doxorrubicina, etoposido e cisplatina. Eu próprio tive que levar com elas durante uns tempos!

Os Antineoplastos são responsáveis pela cura de algumas das formas mais incuráveis de cancro terminal. Vários sobreviventes de cancro, que escolheram este tratamento em vez da cirurgia, quimioterapia ou radioterapia são apresentados no filme, com a divulgação completa de registos médicos para apoiar o seu diagnóstico e recuperação.

Nota: Vejam a partir de 1h07min a história de uma criança de 4 anos com um grave tumor no cérebro que respondeu de forma espectacular a este tipo de terapia.

Este documentário dá a conhecer ao público a longa jornada de 14 anos que o Dr. Burzynski e os seus pacientes tiveram de suportar, a fim de obter a aprovação da FDA para realizar ensaios clínicos com antineoplastos.

Como com qualquer coisa que implica uma mudança de paradigma, a capacidade de Burzynski para tratar o cancro de forma tão bem sucedida despoletou alguma inveja e confusão na comunidade médica. Esse facto foi motivo de inúmeras investigações pelo Conselho Médico do Texas, que levou o Dr. Burzynski ao Tribunal Supremo numa tentativa de incriminá-lo e tentar interromper as suas práticas.

Da mesma forma, a Food & Drug Administration tentou, através de diversas maneiras e meios, destruir a credibilidade do Dr. Burzynski e desviar as atenções, nomeadamente ao não referir o seu nome nos papers dedicados aos resultados obtidos no tratamento do cancro com antineoplastos, ao aplicar diferentes dosagens daquelas que eram utilizadas na sua clínica no Texas (em prejuízo das pessoas doentes), ao tentar patentear produtos que já estavam patenteados, ao levá-lo a responder em tribunais durante mais de 10 anos com acusações infundadas de fraude e de violação da lei, etc.

Vejam o vídeo e partilhem o mais possível com TODOS os vossos contactos (médicos incluídos).

O conhecimento é poder.

Para mais informações e para que possam comprovar a inúmera quantidade de papers que foram publicados ao longo dos últimos anos, recomendo os seguinte sites:

http://www.burzynskiclinic.com/

http://www.burzynskimovie.com/

Até breve.

Pedro Correia

As verdades sobre a Prevenção do Cancro – Parte 4

Clique aqui para ver as partes 1, 2 e 3.

20 mil pessoas morrem de cancro todos os dias. Estamos a falar de 8 milhões de mortes por ano de uma doença que pode ser evitada com o nosso estilo de vida.

Em 1900 uma em cada 20 pessoas tinha cancro. Este número tem vindo a aumentar exponencialmente, em 1970 era uma em cada 10 pessoas e, hoje em dia, os indicadores dizem-nos que uma em cada três pessoas terá cancro ao longo da sua vida.

Este é um documentário valioso e muito bem documentado que retrata a evolução das teorias existentes sobre o cancro, o perigo dos tratamentos convencionais (quimioterapia, radioterapia e cirurgia), as pessoas que estiveram envolvidas no seu estudo e investigação, os lobbies e lucros astronómicos da indústria farmacêutica na produção de medicamentos (verdadeiras drogas) para a sua “presumível cura”, os métodos naturais que têm sido ignorados ao longo dos tempos, a resistência da comunidade médica e das organizações de saúde públicas em reconhecer a validade destas terapias, etc.

Os médicos, na sua grande maioria, têm pouca ou nehuma formação em nutrição, induzindo em erro muitos pacientes. Acredito que, no fundo, os médicos querem ajudar todas as pessoas a melhorar mas a forma como todo o sistema está montado faz com que os médicos percebam mais de drogas do que comida. A informação que chega aos mesmos provém dos laboratórios, da poderosa indústria farmaceûtica que precisa de vender os seus medicamentos para fazer dinheiro. Esta lógica inversa faz com que seja normal ter pessoas com colesterol alto a tomar estatinas e a comer pão e outro tipo de hidratos de carbono refinados todos os dias, pessoas com diabetes tipo II (nota: as estatinas aumentam o risco de diabetes) que são obrigadas a tomar o seu comprimido todos os dias porque os médicos dizem que não é reversível, pessoas com hipertensão que tomam a sua pastilhinha milagrosa e que não sabem que uma dieta rica em gorduras e proteínas podem ser a verdadeira cura, etc.

Continua a imperar a mentalidade que a pastilha é que vai resolver o problema e na realidade não se perde tempo a descobrir a causa. Costuma ser assim: tem dores de cabeça ou enxaqueca? Tome um brufen e isso passa. Mas isto não chega, falta saber o PORQUÊ! Pode ser simplesmente um síntoma associado a um elevado nível de inflamação sistémica causado por excesso de gluten ou de produtos lácteos na dieta. Pode ser uma deficiência de vitamina D, demasiado peixe com mercúrio, demasiado açúcar na dieta, pode ser um efeito secundário dos antibióticos que anda a tomar…Enfim, podem ser muitas coisas!

Neste documentário poderá ver também (1h04m) os beneficios de suplementos (alguns conhecidos desde 1950) na prevenção do cancro tais como a vitamina B17 encontrada nas sementes de damascos, a cartilagem de tubarão, vitamina C e uma planta chamada viscum álbum (em inglês mistletoe) – com um exemplo público da actriz norte-americana Suzanne Sommers.

Faça um favor a si mesmo ou a um familiar que tenha passado ou esteja a passar por uma situação destas e fique a conhecer as outras alternativas à prevenção e tratamento desta doença.

O conhecimento é poder. Partilhe este documentário com os seus amigos e possíveis interessados.

Até breve!

Pedro Correia