Workshop Estratégias para Prevenção e Tratamento do Cancro

No próximo dia 18 de Maio (sábado), irá realizar-se na The Strength Clinic (TSC) o PrevenWorkshop “Estratégias para Prevenção e Tratamento do Cancro”. Neste evento estarão presentes a Dra. Catarina Ribeiro (Médica Oncologista), a Dra. Andreia Luís de Castro (Nutricionista Funcional), eu e o meu irmão Nuno Correia, Fisiologistas do Exercício. 

O Workshop terá a duração de três horas e meia (16h-19h30) e as inscrições deverão ser realizadas por e-mail para info@thestrengthclinic.training, ou caso prefiram, na recepção da TSC.

Para mais informações sobre os prelectores, tópicos a abordar e condições de participação, podem consultar aqui a página do evento: https://www.facebook.com/events/310637646298480/

Este é um evento a não perder. Até breve!

3º WORKSHOP MAE CLINIC

Será no próximo dia 23 de Março (sábado) que terá lugar o 3º Workshop organizado pela MAE Clinic e onde estarei presente na Mesa de Debate referente aos 5 Pilares do Smart Aging em representação da The Strength Clinic.

O evento abrange várias temáticas desde a Prevenção e Manutenção da Saúde ao Diagnóstico e Terapêutica da Patologia.

O Workshop destina-se ao público em geral e realiza-se no dia 23 Março de 2019 das 9h00 às 14h00 no Hotel Myriad Sana Hotels – Parque das Nações Expo Lisboa.

As inscrições deverão ser feitas através da MAE Clinic, contactando o número 211359111 ou o 914308080, ou por e-mail: geral@maeclinic.pt.

Podcast Best Training Tips – Entrevista

Hoje partilho convosco a entrevista que realizei para o podcast Best Training Tips do João Venceslau. Eu não conhecia o João mas desde logo simpatizei bastante com ele porque percebi que estamos sintonizados na nossa forma de pensar e em termos daquilo que ainda está por fazer e explorar nesta área.

Nesta entrevista falamos do meu percurso, de força (como é óbvio), de treino, de performance, daquilo que fazemos na The Strength Clinic, da programação do treino, da importância e pertinência do treino de força em doentes oncológicos (e do estudo em que colaborei), e das minhas preocupações no que diz respeito à área da Saúde e do Fitness em geral.

Este é o primeiro podcast português dedicado ao exercício / treino (parabéns ao João pela excelente iniciativa!) e espero sinceramente que venha a ser um grande sucesso.

Podem espreitar aqui o link: BTTips #8 | Pedro Correia – Treino de Força.

Espero que gostem e que passem a palavra 🙂

Até breve!

Como tudo começou?

Dez anos. No passado dia 18 de Junho de 2007 estava deitado numa cama de hospital para iniciar o transplante de medula óssea. Eram 13 horas. Quando penso nesse momento lembro-me de tudo aquilo que aconteceu até lá chegar. Do início do processo. Da indignação. Da revolta interior. Do sentimento de injustiça que senti quando soube que estava doente. Da procura constante de explicações. De todos os acontecimentos que tiveram lugar ao longo desse ano, que parecia interminável. Análises. Exames. Consultas. Incontáveis horas de espera no hospital. Confusões administrativas. Condutas médicas egocêntricas e despreocupadas. Da falta de condições humanas e materiais para poder tratar as pessoas da forma como elas mereciam ser tratadas – com respeito, com dignidade, com humanismo. Particularmente no serviço de Hemato-Oncologia do Hospital Central do Funchal, que foi onde iniciei os meus tratamentos. Talvez um dia fale mais sobre isso. Hoje não. Mas aquilo parecia um filme de terror e eu não queria fazer parte do elenco.

O desfecho já o partilhei mas hoje quero recordar como tudo começou. Decorria o ano de 2006. Mês de Junho. Lembro-me que estava em Madrid no âmbito de uma pós-graduação, e, numa noite, creio que era um sábado à noite, estava a preparar-me para ir a uma festa de gala. Quando estava a colocar a gravata e a apertar o colarinho, reparei num volume estranho no pescoço. Era um nódulo. Quando fazia pressão não sentia qualquer dor mas era bastante denso. Nessa noite não liguei muito à situação mas depois fui reparando que aquilo não passava e que parecia estar a aumentar de tamanho. Talvez não estivesse mas só pelo facto de saber que aquele nódulo continuava lá e que não desaparecia achei que era importante ir ao médico para saber a sua opinião e tentar apurar o que se passava.

Falei com um médico amigo meu na Madeira, ele observou-me e disse-me que era melhor fazer umas análises e um raio-X tórax para, depois, ser observado por outro médico, um colega dele especialista em medicina interna. E assim foi. Fiz as análises, estava tudo bem. Fiz o raio-X e, além dos nódulos no pescoço, verificou-se também uma massa anormalmente grande na zona do mediastino (a área situada entre os pulmões). Isto não parecia ser bom sinal. Na altura, ouvi o médico a murmurar à minha mãe uma palavra esquisita que nunca tinha ouvido falar. Mas parecia que queriam que não ouvisse. Rapidamente percebi que a notícia não era boa pela expressão que a minha mãe fez. Entretanto, também percebi que o médico não me queria dizer exactamente o que se passava – disse-me que o melhor era fazer um TAC para ter mais certezas. Depois ainda fiquei a falar um pouco mais com o meu amigo que me observou no início e quando subi ao andar onde trabalhava a minha mãe (só para contextualizar, a minha mãe era enfermeira no serviço de Ortopedia), encontrei-a a chorar atrás de uma porta, a ser confortada por algumas colegas do serviço mas bastante afectada com tudo aquilo que estava a acontecer. Muito mais que eu, que, ainda não sabia bem o que se estava a passar. Lembro-me perfeitamente de olhar para ela e perguntar: “o que é que se passa? o que é que o médico disse? qual é o problema?” E foi aí que percebi que a palavra que foi sussurrada ao seu ouvido pelo médico foi Hodgkin, linfoma de Hodgkin. Nesse momento, não fazia a mais pequena ideia da gravidade da situação mas depois de ficar a saber o que era, comecei a ficar preocupado. Com a minha mãe a chorar e altamente abalada só me lembro de olhar para ela, de lhe agarrar nos braços e dizer para não se preocupar, que tudo iria correr bem. Mas a verdade é que já estava ferido por dentro. Nunca lhe disse isto. Achei que era importante manter-me forte e mostrar confiança naquele momento. Depois vim-me embora, a minha mãe ficou no serviço a trabalhar, e eu só pensava em chegar ao carro o mais rápido possível para regressar a casa e ficar sozinho. Só queria ficar sozinho.

Quando cheguei ao carro, chorei. E não conseguia parar de chorar. Não conseguia deixar de pensar no que me podia acontecer. Fui o caminho todo a chorar para casa e a pensar porquê que isto tinha acontecido comigo. Estava completamente arrasado. Coloquei os óculos de sol para disfarçar as lágrimas enquanto conduzia mas elas não paravam de escorrer pela cara abaixo. “O que será que vai acontecer?” – pensava eu. Cheguei a casa, abri a porta, parei o carro dentro da garagem e depois de ficar um pouco mais calmo, comecei a pesquisar sobre o linfoma de Hodgkin. Queria saber as causas, os tratamentos disponíveis, o que podia fazer para melhorar, tudo aquilo que estava ao meu alcance para poder melhorar melhorar esta condição. Na altura, já havia alguma informação disponível mas mal sabia eu o que ainda estava para vir.

Há dez anos atrás, deitado naquela cama, estava vivo mas não me sentia vivo. E, digo-vos, não há sensação melhor que sentirmo-nos vivos, fazermos aquilo que gostamos e desfrutarmos das coisas simples que a vida nos proporciona. Sentirmo-nos vivos é absolutamente maravilhoso.

Até breve!

Seminário Solidário Exercício e Nutrição

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Foi no passado dia 5 de Outubro que tive o privilégio de participar num seminário solidário organizado pela WellXProSchool e pela Nutriscience, ao lado de outros colegas e amigos das áreas do Exercício e Nutrição.

A minha apresentação centrou-se na Importância da Avaliação Funcional na Programação do Treino, um tema que tenho estudado bastante nos últimos tempos e que acredito que faz toda a diferença compreender.

Também o fiz para apoiar uma causa importante e que marcou a minha história de vida (tive um linfoma de Hodgkin há cerca de dez anos atrás). As receitas reverteram para a Liga Portuguesa contra o Cancro.

Até breve!

FED UP – Documentário sobre Obesidade

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Hoje partilho convosco (de forma gratuita) o documentário FED UP, um documentário sobre a obesidade que retrata muito bem que o problema principal que vivemos hoje em dia não é o excesso de calorias, nem a falta de força de vontade das pessoas que estão doentes, mas antes a forma como a indústria de junk food nos tenta manipular todos os dias, com a triste conivência das associações/responsáveis governamentais. 

Se não tiverem tempo para ver o documentário na íntegra neste momento, podem ver aqui o trailer oficial e ver o filme mais tarde. 

Todos aqueles que já são pais e/ou que pretendem ser pais e que zelam e/ou pretendem zelar pela saúde dos seus filhos deveriam ver este filme. 

Ou seja, o problema não é o excesso de calorias, o problema é o excesso de calorias de má qualidade que estão disponíveis em demasiados “produtos alimentares”.

Ver aqui: FED UP.

Gostava de saber os vossos comentários.

Até breve!

Cancro e Dieta Cetogénica – Vídeo

A importância da Dieta no tratamento do Cancro. Não é por acaso que o número de casos de pessoas com cancro tem vindo a aumentar e que o mesmo está a aparecer cada vez mais cedo. Ainda há poucas dias tive conhecimento de mais algumas pessoas que foram diagnosticadas com cancro e tenho pena que esta informação seja ainda pouco conhecida ou, pior que isso, ignorada.

Uma amiga da minha mãe faleceu recentemente com um cancro do pâncreas e já tinha metástases em várias partes do corpo. A doença foi diagnosticada em Dezembro! Quando eu tive um linfoma há alguns anos atrás, uma das primeiras perguntas que fiz ao médico foi que tipo de alimentos devia comer e/ou evitar para melhorar o meu estado. A sua resposta foi que a alimentação não tinha nada a ver e que devia continuar a fazer a minha dieta normal (nota: ele nem me perguntou qual era a minha dieta normal).

O nosso estilo de vida está a dar cabo de nós e aquilo que mais devemos prezar é o que metemos na boca todos os dias – isto tanto pode funcionar para vivermos a vida dos nossos sonhos, como para nos matarmos devagarinho e silenciosamente. Obviamente que não é só a alimentação, mas também os padrões de sono, o exercício físico, a exposição a poluentes / radiação, o tabaco, o álcool, todos estes aspetos têm uma importância significativa no nosso estado de saúde. A cura do cancro não está nos medicamentos, a cura do cancro está nos alimentos.

Partilhem esta informação com os vossos contactos e ajudem a disseminar a mensagem.

Até breve!