O CrossFit é Bom ou Mau?

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Já há algum tempo que pretendia escrever sobre o CrossFit e o estudo que vai ser publicado brevemente sobre os potenciais beneficios deste tipo de treino no VO2 máximo, na composição corporal e na incidência de lesões, foi aquilo que precisava para tornar isso possível e partilhar convosco aquilo que penso sobre este assunto.

Em primeiro lugar, vamos tentar contextualizar as coisas e perceber o que é o CrossFit.

Segundo a página oficial deste movimento e as referências existentes na Wikipedia, o CrossFit Inc. nasceu como uma empresa fundada por Greg Glassman e pela sua ex-mulher Lauren Glassman, por volta do ano 2000 nos EUA. Dada a sua crescente popularidade no mundo do fitness, este movimento (também conhecido por cross training) tornou-se numa abordagem ao treino físico um pouco diferente daquela que a maioria das pessoas está habituada.

Traduzindo isto por miúdos, o CrossFit consiste num programa funcional de força e condicionamento, que tem como finalidade melhorar a capacidade física de qualquer pessoa, através da realização de exercícios com o peso corporal e da combinação de vários exercícios como sprintar, remar, saltar à corda, subir à corda, virar pneus, levantar pesos e carregar objetos pesados. O tipo de equipamento utilizado é muito variado e pode incluir barras para levantamento olímpico, halteres, anéis de ginástica, barras para elevações, kettlebells, bolas medicinais e caixas para treinar saltos. Os treinos são geralmente curtos mas bastante intensos.

Este tipo de treino tem sido utilizado em vários ginásios no Mundo e na Europa (descobri no passado fim de semana que já nasceu o primeiro ginásio afiliado de CrossFit em Palmela), com maior predominância nos EUA, por razões óbvias. O CrossFit tem feito parte do programa de treino físico de bombeiros, polícias, militares e de muitas pessoas que recentemente descobriram formas mais apelativas para treinar.

Hoje em dia existem cerca de 35.000 instrutores certificados e os CrossFit Games, que tiveram o seu início em 2007, estão a suscitar cada vez mais interesse.

Tendo em conta que esta é uma modalidade relativamente nova, a verdade é que ainda não houve muito tempo para estudar os efeitos deste tipo de treino ao nível da capacidade física. Portanto, sabemos ainda muito pouco sobre os efeitos específicos deste tipo de treino.

O Estudo (podem consultar o abstract aqui)

Os investigadores recrutaram 54 indivíduos de ambos os géneros para um programa de CrossFit de alta intensidade durante 10 semanas. O treino incluía a realização de movimentos multi-articulares tais como o agachamento, peso morto, clean, snatch e overhead press, bem como exercícios de ginástica. Todos os sujeitos seguiram uma dieta Paleo, antes e durante o estudo.

Os treinos foram realizados num ginásio afiliado de CrossFit sob a supervisão de profissionais certificados pelo Colégio Americano de Medicina Desportiva (ACSM). Sabemos que o tempo de duração das sessões variou entre os 10 e 20 minutos.

A finalidade do estudo era avaliar a influência deste tipo de treino na capacidade aeróbia máxima, através da medição do VO2 máximo e na composição corporal.

1) Capacidade Aeróbia Máxima (VO2 máximo)

CrossFit-VO2-max1

Os resultados mostram que o VO2 máximo melhorou de forma significativa, tanto nos homens como nas mulheres, em indivíduos com uma capacidade aeróbia acima da média e em indivíduos com uma capacidade aeróbia abaixo da média. De referir que outros estudos têm revelado que não é muito fácil melhorar o VO2 máximo em indivíduos bem treinados, mas o CrossFit conseguiu fazer isso.

2) Mudanças na Composição Corporal

CrossFit-body-fat1

Os resultados mostram também algumas mudanças significativas na composição corporal, tanto nos homens como nas mulheres. Os homens conseguiram perder um pouco mais de gordura corporal que as mulheres, o que se explica pelo facto das mulheres terem um pouco mais de dificuldade a perder gordura que os homens.

3) Lesões

De destacar pela negativa que nove dos participantes (cerca de 16%) no estudo tiveram que desistir por motivo de lesão de sobrecarga, mesmo com o acompanhamento de profissionais da área. Portanto, enquanto parece que este tipo de treino pode ter efeitos benéficos no VO2 máximo e na composição corporal, podemos inferir também que o CrossFit tem um rácio elevado de risco-benefício e que a sua prática requer um acompanhamento profissional, pelo menos numa fase inicial.

A minha opinião sobre o estudo

Não fiquei surpreendido com os resultados. Tendo em conta o estímulo decorrente dos exercícios realizados no estudo em causa, seria altamente improvável que não houvesse uma melhoria no VO2 máximo e na composição corporal. Em relação às lesões por sobrecarga, fico um pouco surpreendido, porque sinceramente estava à espera que houvesse mais (explico porquê mais abaixo). Gostava de saber mais algumas coisas, como por exemplo qual foi a frequência dos treinos e as cargas aplicadas em relação ao peso corporal e em relação aos níveis de força de cada indivíduo.

Mais um aspecto importante e que serve de certa forma para desmascarar o facto de que apenas o treino aeróbio contínuo é que pode induzir melhorias no VO2 máximo é este estudo. Os sujeitos fizeram exercício intenso em curtos intervalos de tempo e melhoraram o VO2 máximo de forma significativa. Será que o volume de treino é assim tão importante?

Outra questão, a dieta foi estritamente Paleo ou os atletas ingeriram mais hidratos de carbono após os treinos para repor as reservas de glicogénio que foram depletadas durante o treino? Este pormenor pode ter aumentado o risco de lesão.

A minha opinião sobre o CrossFit

Já conheço o CrossFit há algum tempo e o tipo de exercícios que costumam fazer. Na verdade estes exercícios não são novos, e aquilo que o fundador fez foi compilar uma série de movimentos já existentes e congregá-los numa forma mais apelativa para treinar, ao impor um determinado tempo para a realização de vários exercícios e/ou cronometrar um número pré-estabelecido de rondas/séries, para realizar no menor tempo possível. Esta abordagem veio trazer algo de novo ao mundo do fitness, que é o factor competição. Isto é, o CrossFit permite que as pessoas possam competir umas com as outras e estabeleçam objetivos para se auto-superarem, de uma forma diferente e com um suporte social mais interessante.

Portanto, há que reconhecer que este movimento veio trazer uma lufada de ar fresco àquilo que se costuma fazer nos ginásios, com as tradicionais aulas de grupo impulsionadas já há muitos anos pela empresa Les Mills. Pelos vistos, ainda existe muita gente que não percebeu que as pessoas estão a ficar saturadas desse tipo de atividades, nas quais parece ser mais importante respeitar a coreografia que educar as pessoas na aprendizagem de movimentos.

Mas aquilo que me preocupa é que o CrossFit está na moda. E esta febre recente do CrossFit, apesar de ter vantagens, porque chamou a atenção de muita gente nova, pode também ter consequências desastrosas. E isto porquê? Porque existe uma tendência não só para exagerar na dose, como também para menosprezar a construção de uma base sólida de padrões de movimento funcionais, onde aspectos como o controle motor, estabilidade e mobilidade não podem ser descurados. A lógica de treinar para suar mais não é suficiente. É fácil pôr as pessoas a suar e a queimar gordura. Mas se queremos melhorar a eficiência do movimento é preciso ir um pouco mais além. Um movimento mal executado repetido muitas vezes seguidas vai criar um programa motor pobre, que vai acabar por adulterar a sequência de ativação muscular ideal, potenciando assim o risco de lesão músculo-esquelética, não necessariamente no imediato mas no médio, longo prazo. E quando o mesmo é efectuado a intensidades elevadas, o risco aumenta exponencialmente.

Eu não tenho problema nenhum que o treino seja intenso, tenho problemas apenas que essa intensidade ponha em causa a qualidade do movimento. Acho que estamos todos de acordo neste ponto.

Durante o meu período de aprendizagem nos EUA, pude constatar que o CrossFit era bastante popular. Mas constatei também que muitos atletas lesionavam-se com frequência. E isto tem a ver com a dose aplicada. O segredo está na dose! Existem inclusivamente relatos de atletas e militares que sofreram de rabdomiólise, uma condição grave que consiste na degradação do músculo esquelético e da consequente libertação de produtos das células musculares para a corrente sanguínea, por via de uma dose exagerada de treino físico. Os síntomas associados a esta condição incluem dores musculares, fraqueza, inchaço dos músculos afectados, naúseas, vómitos, confusão, urina acastanhada, sendo que em casos extremos pode causar insuficiência renal aguda e levar à morte.

Mas estas situações não estão limitadas ao CrossFit, estas situações podem acontecer em qualquer modalidade que leve os atletas até ao estado posterior à exaustão. Por isso é que é importante estarmos atentos a esses sinais e por isso é que existem profissionais qualificados para prescrever a dose adequada.

Eu sou um adepto da intensidade e tenho a perfeita noção que aquilo que faz a diferença no treino é a intensidade do mesmo e não propriamente a duração. As pessoas vão obter melhores resultados quando trabalham durante menos tempo e de forma mais intensa do que quando passam horas e horas no ginásio a olhar umas para as outras.

Portanto, quando se pretende treinar CrossFit ou qualquer outro tipo de treino físico que envolva a realização de movimentos complexos e multi-articulares, é fundamental avaliar as limitações e/ou assimetrias dos atletas nos principais movimentos funcionais, para depois desenhar um programa de treino que vá de encontro à maximização da performance e à prevenção de lesões.

Espero que tenha conseguido responder à pergunta deste post.

Gostava de saber os vossos comentários.

Até breve!

Referências

Cleary, MA, Sadowski, KA, Lee, SY, Miller, GL, Nichols, AW. Exertional Rhabdomyolysis in an Adolescent Athlete during Preseason Conditioning: A Perfect Storm. Journal of Strength & Conditioning Research 25(12): 3506-3513, 2011.

Derek Grabert. Exertional Rhabdomyolysis: Case Study of an Athlete Pushed Beyond His Limits. NSCA.

Página Oficial do CrossFit. http://community.crossfit.com/what-is-crossfit.

Smith MM, Sommer AJ, Starkoff BE, Devor ST. Crossfit-based high intensity power training improves maximal aerobic fitness and body composition. Journal of Strength & Conditioning Research. 2013 Feb 22. [Epub ahead of print].

Wikipedia CrossFit. http://en.wikipedia.org/wiki/CrossFit.

96 thoughts on “O CrossFit é Bom ou Mau?

  1. Não podia estar mais de acordo.
    Eu comecei a fazer CrossFit, porque efectivamente é uma lufada de ar fresco, A parti do momento em que compreendemos as bases do treino deles e da calendarização que eles fazem. A-AB-ABC. B-BC-BCA. C-CA-CAB. Podemos perfeitamente criar os nossos próprios WODS.

    Os movimentos olimpicos se forem mal feitos podem causar lesões, umas mais graves que outras, mas uma lesão é sempre uma lesão.

    De um modo geral, o CrossFit resulta como um exercicio metabólico, aeróbio. onde até podemos fazer progressões de força, mas aqueles WODS que sugerem que se aumente a carga consecutivamente têm o perigo de a técnica estar mal feita ou de não existir acompanhamento.

  2. Eu só posso dizer que estou completamente de acordo. Acho o CrossFit muito interessante porque introduz novidade no treino mas acho que as lesões típicas são comuns porque o estado dos músculos estabilizadores das articulações de pessoas que começam a fazer este tipo de treino não é o ideal, especialmente do ombro e joelho. No tipo de treino que pratico integro metodologias do crossfit, do treino funcional e treino de força clássico, não favorecendo nenhum em particular porque todos tem as suas vantagens. E o doseamento é essencial e deve ser feito por alguém que conheça bem os limites do corpo.

  3. Pedro Correia, parabéns mais uma vez por um artigo bem conseguido.
    Sou co-fundador do CrossFit Aveiro com o meu colega José Pedro Magalhães e preocupa-nos alguns mitos associados ao CrossFit. Apenas temos 2 “meses de vida” e contamos com 50 clientes, >75% são mulheres acima dos 25anos e a idade média dos nossos clientes é superior a 38 anos. A nossa missão não é criar máquinas de guerra, mas sim aplicar a melhor metodolgia de treino possível. Temos tido uma aceitação muito positiva por não sermos “Hardcore”… Todos os nosso clientes são “obrigados” a frequentar um curso de iniciação para poderem frequentar as aulas. Dessa forma garantimos uma qualidade de execução e consciência elevada no decorrer das sessões de treino.
    O CrossFit apenas é perigoso quando os treinadores não têm a formação ou experiência necessárias para orientar o processo de treino. Não é por determinada pessoa ter feito a certificação (Level 1- duração de 1 fim de semana) que é bom treinador CrossFit. Isso não basta.
    A maior parte das pessoas desconhece o facto de a Halterofilia ser uma das modalidades olímpicas com menor nº de lesões associadas ao treino e curiosamente são os atletas com menores problemas na zona lombar e lombalgias. A questão é que não existe formação certificada em halterofilia em Portugal e a maior parte dos “pseudo-treinadores de CrossFit” anda a ensinar por tentativa e erro. Quantos licenciados em Desporto praticaram ou tiveram a disciplina de halterofilia olímpica? Tive a sorte de me dedicar à opção de alto rendimento de Atletismo e por vários anos estar em contacto com a modalidade, caso contrário seria apenas mais um curioso. NENHUM dos nossos clientes se lesionou a realizar movimentos de halterofilia ou Ginástica. O pequeno nº de lesões reportadas ocorreram devido às “futeboladas” de fim de semana… mas isso sim, é desporto (e altamente recomendado, a seguir à hidroginástica!!)
    Convido os leitores a passarem pelo nosso facebook (facebook.com/crossfit.aveiro) e pesquisarem por queixas em relação a lesões ou práticas abusivas de treino.
    O CrossFit é uma excelente opção de treino quando a formação dos treinadores é vasta e quando essa metodologia é complementada com Trabalho postural, Trabalho funcional, Relaxamento Miofascial, Controlo de treino, Avaliações avançadas, Aconselhamento nutricional, Cursos Iniciais e PRINCIPALMENTE respeitar os tempos de adaptação de cada cliente.
    Cumprimentos

    • Obrigado Juvenal Fernandes pelo comentário. Parece-me que conheci o seu colega num curso da Gnosies em Lisboa. Estamos completamente de acordo, quando o treino é orientado por profissionais devidamente qualificados está tudo bem, os problemas aparecem quando eu vejo muita gente a querer treinar Cross Fit sem conseguir fazer movimentos básicos, como agachamentos (mesmo com o peso corporal) ou peso morto com boa forma.

      Além disso, como diz e bem, não basta fazer o curso e estamos qualificados, é preciso muito tempo de prática também.

      Um abraço.

    • Muito bom comentário Juvenal, iniciei a pratica de crossfit a um mês na Box 1 RM com o Diogo Henriques e a Sonia Alves e até agora nao tive quaisquer lesões e a minha zona lombar e muito problemática, inclusive durante o meu curso na FMH – ciências do desporto tive bastantes problemas de coluna em ambientes supostamente bem controlados. Assim concordo a 100% com o Juvenal e agradeço por tu e o Pedro terem feito mais uma boa divulgação desta, quanto a mim “metodologia de treino” e nao “movimento”.

    • Primeiramente, boa tarde! Sou Educador Físico graduado pela Universidade Feevale, de Novo Hamburgo-RS, e conheci o CrossFit em uma de minhas passagens pelos USA a alguns anos. Fiquei surpreso com a modalidade, mas principalmente com a proposta, que acabei me interessando pela atividade. Hoje pretendo acrescenta-la a grade de minha academia, mas estou em busca de uma formação adequada referente a modalidade. Gostaria de agradecer-lhes pois foi esclarecedor ler seus artigos e comentários, acredito assim como vocês, que a base do treinamento “correto” e “eficiente”, seja qual for a meta, está na orientação e informação adequados. Mais uma vez muito Obrigado.

      • Boa Noite, sou professor de Educação Física e Desporto em Moçambique, Nampula, gostei tanto dos movimentos e não só como também a metodologia de treino que caracteriza o crossfit (intervalado), com esforços submáximos a máximos, os resultados dessa metodologia são reportados como bons principalmente quando se esta diante dum profissional qualificado e bem informado acerca do assunto. louvaria se um dia fizesse uma formação especifica da área.

    • Muito bem colocada a sua resposta. Se mal ensinada, até a atitude de beber água pode fazer mal. Não se trata da atividade lesiva, mas do profissional (ou não) que ministra.

    • Excelente análise😉 estou completamente de acordo , acho que tudo parte de quem oriente e a mim faz me grande confusão quando se fala em lesões , as lesões aparecem com a negligência dos orientadores . Eu dou aulas de treino funcional forte Cross trainning , e a um ano CrossFit com level 1 e nunca tive uma lesão nas minhas aulas . Eu escolho a carga para meus alunos .

      Cumprimentos
      Ricardo Ferreira

  4. Gostei muito de ler este artigo. Faço ginásio há algum tempo mas comecei no Crossfit há 1 mês, por incentivo do meu namorado. Devo dizer que é mesmo uma lufada de ar fresco, estou completamente viciada. Inicialmente tive medo das lesões , é certo, mas penso que também devemos ser sensatos na realização dos exercícios, não querer ser o “maior”, conhecer os nossos limites, e ouvir e respeitar o nosso instrutor. Gosto dos exercícios, do facto de ser um treino curto e intenso, do facto do WOD ser sempre uma surpresa e, sobretudo, do companheirismo, amizade e entre-ajuda com os outros crossfiters. Somos uma família e isso é muito motivador. Beijinhos e parabéns pelo post.

  5. Estou no UK e aqui o Crossfit ja esta “na moda” ha algum tempo. O facto de haver bastantes lesoes na minha opiniao e porque como e Crossfit e intenso e fazer o maximo de se consegue num tempo limitado muitas vezes a tecnica e “esquecida”… Antes de iniciar treinos de Crossfit penso que toda a gente deveria aprender a tecnica para os levantamentos mais utilizados. Porque mesmo sabendo a tecnica, com a “pressa” as vezes uma pessoa ate se esquece🙂

  6. Olá Pedro

    Acabei de ler o teu artigo e achei muito interessante. Sou da área das modalidades de resistência (nomeadamente o ciclismo) e claro que não tem nada a ver com o crossfit. Mas uma das coisas que nós fazemos no ciclismo é precisamente iniciar a época com treinos apenas com componente técnica sem grande intensidade, para que se tornem mais eficientes nos movimentos e não automatizem práticas erradas do exercício. Só depois partimos para treinos bem mais duros, tal como deves imaginar que é o ciclismo.

    O mesmo se deve aplicar a qualquer modalidade (a meu ver), ainda para mais no crossfit onde as intensidades são sempre muito altas. Se não houver o cuidado com a técnica de base, é um perigo para os praticantes.

    Parabéns, gostei bastante

    Tiago Torres

  7. Parabéns pelo artigo, sabe muito bem ler coisas bem escritas e ponderadas.
    Realmente o segredo está em dosear e em treinar exaustivamente a técnica de cada movimento, para os fazer em segurança, sem perder intensidade. O crossfit permite e prevê adaptações ao nível e aos objectivos de cada um.
    Outra coisa que me motiva é o facto de ser desafiante e de fomentar um espírito saudável de comunidade.
    Além disso, eu sou vegetariana e portanto não sigo a dieta paleo, não é por isso que deixo de poder treinar e evoluir no crossfit… ao meu estilo😉

  8. Oi, gostaria de lembrar que muitos esportes lesionam. Nade melhor para lesionar que o inocente futebol de terças e quintas. Pratico crossfit há 1 ano e nunca lesionei, perdi 7% de gordura em pouco tempo e 5kg de massa magra. Acredito sim na lesão, como fato, mas há como se cuidar e prevenir, não acho necessário exagerar na carga, precisa de tempo para isso. Muita gente fala que lesiona por falta de conhecimento ou até inveja por ser uma área que está em alta. Mas acho que o nível de lesão é o mesmo para vários esportes. Voltando ao futebol, tanto meus irmãos quanto amigos e namorado, vivem lesionados por causa do futebol, corrida lesiona muito, como vários outros, tudo tem a ver com quem cuida de você. Afinal de contas para fortalecer a musculatura do corpo, ocorre pequenas lesões. Enfim, aconselho sim, o perigo é que tem gente despreparada pra oferecer essa prática que nem conhece, daí posso dizer que nao existe nada pior para lesionar do que a irresponsabilidade de um péssimo profissional. E mais, não tem como voltar atrás. Já existia sim esse tipo de treino, não tão bem montado com tantos arranjos bons, mas o princípio ja existia. É uma revolução. Ah!! Falando em atletas, é obvio que muitos lesionam, como qualquer outro atleta. Ser atleta não é ter saúde..Muito obrigada.
    Se voce fizer essa pesquisa na academia que malho, a maioria não usa a nutrição do crossfit. Mais de 300 alunos, um ou outro lesionou, um deles foi correndo e tropeçou, ops, isso acontece. fora isso, os profssionais tem muita cautela.

  9. Olá:
    Já tinha ouvido falar do Crossfit… mas não sabia mto bem o que era….gostei mto de ler o teu artigo, pois fiquei com uma ideia geral dos prós e contras.
    Mto obrigada Isabel Bento

  10. Eu acho que dosear os treinos faz com que se obtenham resultados muito bons e sem lesoes. Por exemplo:
    Meu treino semanal inclui: 1 – Corrida de distancia (5Km) 5 vezes por semana sem esforco bruto, Ginasio para peito e bracos 3 vezes por semana (1h), Forca e explosao de pernas (freeletics/crossfit) 3 vezes por semana (30 minutos), alogamentos todos os dias (15 minutos de manha e 15 minutos a noite), e 1 vez por semana jogo futebol. Nao tenho lesoes ha 1 ano e 1/2 e tenho vindo a definir o meu corpo pouco a pouco. Faco este tipo de treino ha 2 anos e os resultados sao os melhores que poderia esperar. Claro uma boa alimentacao e importante!!

  11. O crossfit tem um grave problema. E o problema se chama levantamento de peso, sendo que uma pessoa demora meses a anos para aprender a executar corretamente o arranco e arremesso, e a maioria dos instrutores não tem capacidade de ensinar os movimentos pois eles próprios não tem a técnica apurada.

  12. Deixem de ser “meninos” e já que se acham aptos, fisica e mentalmente para irem mais além, experimentem KRAV MAGA !! Não pela Federação Portuguesa de Krav Maga, claro, dado que as técnicas estão obsoletas e não evoluem desde a criação do fundador.

  13. Boa noite, eu queria deixar um comentário ao primeiro texto acerca do Cross fit. Dizer-lhe que nas modalidades Les Mills , como em todo lado, existem bons e maus profissionais e que de certeza que vao existir bons e maus professores de CrossFit. Agora deixo uma pergunta, porque será que estas modalidades tem sucesso em todo o Mundo? Talvez pq nalguns PaÍses existem bons professores das modalidades LesMills, tal como em Portugal que recentemente foi considerada a melhor equipa Mundial Les Mills. Sem trabalho nao vamos a lado nenhum seja em que modalidade for.

    cumprimentos
    Nuno Ferreira
    Funchal/Madeira

    • Nuno, o sucesso das modalidades Les Mills em nada estão relacionados com a qualidade do treino dos mesmos. Vende? Sim, porque são divertidas e inovadoras com as constantes atualizações, então têm sucesso. Agora se falarmos de contribuição efectiva para a melhoria da saúde das pessoas que praticam essas aulas, muito fraquinha.

  14. Pedro, desde já obrigado pela partilha de conhecimentos …

    Partilho da mesma opinião, na verdade, tenho presenciado muita gente que nem sequer um agachamento sabe fazer … mas, para ajudar ainda acrescentam carga, carga, carga …
    Contudo, nem foi mau a chegada do Cross, até porque o sexo feminino está a aderir a este tipo de treino, enquanto que na musculação era “coisa de homem”… Mas, continuo achar que o CrossFit vai ser lesivo a longo prazo, depois do que tenho visto a ser feito … Toda a gente faz CrossFit, bem ou mal?! Faz, e o que interessa, não é se vai ter dor passado umas horas, dias, meses, mas sim o Tempo final do WOD.

    Abraço PEdro

  15. Bom dia ! Li a meio do texto que a possível ingestão de hidratos de carbono após o treino poderia aumentar o risco de lesão. Alguém me pode explicar isto ?

    Obrigado

  16. A verdade, que a maioria dos alunos/atletas não tem um padrão de movimento e uma assimétria corporal perfeita para determinado exercícios, cabem aos “coaches” ficarem atentos nesses padrôes de movimentos.

  17. Gostava de saber se para um homem de 50 anos o crossfit esta indicado.
    Por outras palavras posso fazer crossfit? Tenho alguma preparacao fisica
    Obrigado

    • Tenho 59 anos e como fui proibido de jogar Rugby por causa dos meus joelhos, comecei a treinar crossfit em setembro e até agora não tive lesão alguma e o meu joelho direito que era o problemático já está melhor do que o outro. Com contenção inicial e um estudo profundo sobre as nossas capacidades físicas, o crossfit é bastante útil, motivando-nos muito acima do que eu esperava. Faço 2 a 3 vezes por semana. Pode ver no facebook em crossfit BDC alguns filmes do que fazemos.

  18. Pela pertinência da informação prestada e qualidade na apresentação, acabámos de partilhar o seu blog via facebook, através da página da empresa Humberto Évora Gym Club (ginásio no Centro da Amadora desde 1987). Continue escrevendo. Excelente artigo.

  19. Pingback: Estudo científico e o Crossfit | Crossfit Lady

  20. Os treinos intensivos como o cross ou outro qualquer, em que o objectivo é o máximo de repetições possiveis no minimo espaço de tempo é feito para criar massa muscular. Por isso é que se pode tirar resultados mais visiveis deste tipo de treino do que por exemplo um treino programado para durar 1 ou mais horas. Não quer dizer que esta intensidade seja mais benéfica e que os resultados sejam melhores, apenas depende daquilo que o “utilizador”/desportista pretende para a sua “endurence”/preparação fisica. As pessoas que estão a treinar uma hora não quer dizer que estejam a olhar para as paredes como dá a entender na parte final do texto que foi apenas a que não gostei. Apenas dizer que o treino curto faz o músculo bombar mais rápido levando ao seu desenvolvimento mais visivel. Contudo se compararmos um atleta de 200 metros velocidade com um maratonista, o segundo nitidamente tem um treino para ter uma resistência maior. Contudo, devido à intensidade aplicada no velocista de 200 metros naquele curto espaço de tempo realça uma massa corporal maior. Isto para dizer, dependendo do que se pretende treina-se de uma forma ou outra. Cumprimentos e bom artigo.

  21. Excelente artigo e estudo, embora as suas conclusões não sejam de estranhar. Treino à mais de 12 anos em ginásio e já fiz de tudo um pouco (aulas de grupo, musculação, desportos de combate, rpm, cycling, etc). De facto, o Crossfit veio trazer aquela novidade ou “lufada de ar fresco” como todos falam, com treinos intensos de curta duração. No entanto, o que vejo muitas vezes são posturas erradas em muitos atletas que no médio longo prazo acabam em lesões permanentes e aqui sim por falta de acompanhamento profissional e por quem realmente percebe o conhecimento que adquiriu… Ou seja, não basta a formação e é preciso ter também a prática como aliado.
    No inicio como em qualquer modalidade, o entusiasmo pode toldar a nossa perceção do risco, ao realizar determinados movimentos com cargas “demasiado elevadas” para um conjunto corporal que não está habituado à (1) carga, (2) ao estímulo e (3) à velocidade de execução de muitos exercicios de crossfit.,

    Em resumo… é um excelente treino cardio-vascular que promove o incremento da resistência, da força muscular, da capacidade cardio-respiratória e da própria mobilidade articular. No entanto carece de especial atenção no início e até o atleta obter uma massa muscular consistente, nomeadamente em movimentos mais sensíveis como o squat, o Deadlift, os thrusters, os squat cleans ou os Push Jerk .

  22. O perigo do CrossFit não é do CrossFit!! É de quem prescreve treino. Logo no nível 1 de CF fica bem esclarecido e bem enfatizado: 1′ mecânica do movimento!!, 2′ consistência na mecânica, 3′ intensidade!!

    Mas!!! Mesmo na intensidade, que só a técnica falha para-se e ponto!! Isto depende dos profissionais que estão a passar treino!

    Outra coisa não referenciada, ou pode-me ter escapado, é a predominância do treino de MOBILIDADE!!!

    Qualidade de Movimento: “do The common uncommonly well!”

    Mais uma bom artigo, poderia ser mais completo mas está muito bem.

    Parabéns mais uma vez pelo “tempo que ganhas” a discorrer sobre treino

  23. Experimentei o CrossFit durante meses e adorei, parei por uma lesão, o entusiasmo é grande e sem querer descuida-se da importante técnica e qualidade de execução. Treinei-me sozinho com prescrição oficial de uma Box CrossFit, pagei pela prescrição mas não tive orientação durante o meu treino. Em casa de ferreiro espeto de pau!
    Continuo fã, mas CrossFit deve ser feito 1° dominando a técnica e com orientação/acompanhamento de um bom e consciente profissional.
    Só depois devemos adicionar intensidade, na medida certa de cada pessoa. O que vemos nos CroasFit Games é o expoente máximo do CrossFit, atletas ao mais alto nível, segundo a ultima informação oficial que li, representa 3% da população do CrossFit. Logo não podemos treinar logo a olhar para eles. Eles fazem 2 a 3 treinos diários, durante já alguns anos.
    Resumindo, CrossFit “Sim” mas com muita cabeça! Recomendo uma forte conciliação com o método Pilates!
    Obrigado.
    João Pedro Magano
    Personal Trainer & Pilates Studio Instructor.
    Facebook: http://www.facebook.com/JoaoPedroMagano.MBS

  24. Muito boa tarde,

    De uma forma geral gostei do artigo, tem pontos que, ainda que quase devessem ser senso comum, fazem todo o sentido e é bom que seja relembrados ou sublinhados. A única afirmação que me fez mais confusão foi “tenho a perfeita noção que aquilo que faz a diferença no treino é a intensidade do mesmo e não propriamente a duração.”. Não é que descorde de todo com a afirmação, apenas me parece que não está a resguardar o volume, em determinados tipos de planificação. Deixo o exemplo, a metodologia de Boris Sheiko, para atletas de powerlifting, assenta principalmente no volume, no princípio de Hebbian, no “grease the groove”, sempre com cargas relativamente baixas, pelo menos, tendo em conta o número de repetições. Isto é apenas um exemplo, pois, como é sabido, ao longo da história temos exemplos de abordagens ao alto rendimento que, baseados em altos volumes de treino, conseguiram grandes resultados desportivos.

    Peço desculpa se esta temática foi já abordada nos comentários, mas por falta de tempo, não tive a oportunidade de os ler.

    Melhores cumprimentos,

  25. Faço CROSSFIT e estou gostando muito.
    A flexibilidade, mobilidade, força estão fora do comum. E olha que tenho 50 anos.
    É um treino prazeroso, de raça. Estou satisfeita.

  26. Pingback: CrossFit – O que é | Alive for Fitness

  27. Acho q o cross fit é um retrocesso do que foi evoluído na atividade física, onde foram criados vários aparelhos equipamentos para que se isole o trabalho de uma musculatura e ao mesmo tempo acomodando o indivíduo a uma postura correta para que se assim se previna ao máximo de lesões. Também acho que é uma modinha como várias outras criadas para atrair pessoas que inventam mil desculpas na hora de treinar sério. Duvido que exista qualquer tipo de atividade física que trará ao indivíduo maior resultado seja ele qual for o objetivo do que a musculação tradicional aliados a exercícios aeróbicos e a alimentação ė claro, fala isso por vivência no meio. Outro motivo das invasões de modinhas nas atividades física é a venda de acessórios, equipamentos e outros por parte da indústria e também a finalidade de arrebanhar clientes novos!

    • Musculação tradicional? Máquinas? Existe uma adaptação do sistema nervoso ao movimento, as máquinas limitam a tua capacidade de lidar com o inesperado pois são fixas, e o nosso movimento no mundo real não é fixo, podes aumentar a massa muscular mas não estás a aumentar a tua capacidade de lidar com o quotidiano. De que serve teres massa magra se o teu corpo não a sabe utilizar? Não concordo mesmo nada.

  28. Excelente post, Pedro.
    Objetivo, claro e simples.
    Comecei a praticar Crossfit em Abril deste ano e tenho uma opinião parecida: excelentes resultados, perigoso se mal praticado. E contra mim falo porque quando entro a sério no desafio noto, mais tarde, que começo a descurar nos movimentos em prol do tempo.
    É necessário manter a calma e o foco nos objetivos principais: saúde e auto superação.
    Obrigado🙂

  29. Pingback: A Importância do Levantamento Olímpico no Treino de Força | Functional Performance Training

  30. Pedro excelente artigo, eu própria tenho vindo a pensar escrever no blog acerca deste assunto porque a mim também me preocupa. Hoje fui experimentar uma aula de Crossfit dada por um “grande nome” do Crossfit em Portugal e fazer 100 burpees (single leg) em dez minutos para mim pelo menos é obra, eu pessoalmente considero que o “exagero” no aquecimento condiciona a capacidade de recuperar e fazer determinados movimentos com a melhor forma e cuidado (algo que considero muito importante). Treino há cerca de dois anos muito na base dos movimentos básicos..deadlift, squats, bench press, military press e penso que alcancei alguma técnica e também por isso tenho noção que não podemos nunca deixar de ter respeito pela utilização de resistência. O treino que fiz (sei que há varios) incluiu movimentos olimpicos que não domino e fiz apenas com o peso da barra olimpica (20 kilos) só que senti-me pressionada a faze-los “non stop” e quando parei para dizer que precisava observar para compreender melhor a resposta que obtive foi “repete muitas vezes que vais aprender” , eu concordo com isso apenas depois da técnica ser aperfeiçoada ..portanto fiz ao meu ritmo a tentar avaliar onde poderia estar a cometer as “falhas técnicas”. Portanto sim, acho que é necessário reavaliar determinados pontos. Eu pessoalmente gosto de fazer um treino em que exista tempo para recuperar, o intensivo para mim não é sinónimo de velocidade nem da quantidade de suor no final de uma hora. Gostava de frequentar o Crossfit de vez em quando apenas porque em portugal não tenho acesso de outro modo a halterofilismo e são movimentos que considero completos e gostaria de os dominar um pouco mais. Mas como disse, não gosto da ideia de colocar muito peso+velocidade quando não existe um excelente dominio da técnica e mesmo assim..por opção, não o faria. Prefiro a pausa, o tempo de concentração, etc. Beijo, Bárbara

  31. Excelente artigo, sou atleta de Jiu Jitsu essa parte do Crossfit ajuda bastante, mas sou regrado na dose de peso e execuções, trabalho no meu limite pra não tem lesões, não vou nessa de colocar mas peso e tals, só você sabe quanto pode suporta, o personal está ali pra orienta no exercício, eu só faço o que posso rs !

    Abraço !

  32. bom dia, comecei a praticar crossfit á 3 treinos atras🙂, ja nao fazia qualquer actividade fisica á 1 ano e meio, neste no ultimo treino ja nem consegui fazer uma flexao de braço, pois anteriormente passei 3 dias com dores nos ombros e tricepes/bicepes, neste momento nao posso ir devido a ter que dar repouso para a recuperaçao do braço/ombro, creio isto me tenha acontecido pela falta de condiçao fisica e ter aplicado muita intensidade. Nao penso em desistir gosto da intensidade e nao se torna monotono como é numa sala com maquinas em que se perde um terço do tempo a olhar uns para os outros.
    CONSELHO:
    Devido á minha falta de condiçao fisica, sera que nao deveria fazer um pouco de musculaçao (leve)+cardio para poder ganhar um pouco de fortalecimento muscular, e ir talvez 2x por semana ao crossfit; faço esta pergunta pois ao rtimo que estou a seguir so consigo ir quasde uma vez por semana ao crossfit ate ganhar mais resistencia.
    abraço

    • Olá Carlos,

      Tendo em conta aquilo que me descreve o melhor é que opte por uma exposição gradual a esse tipo de estímulos e que treine para ficar melhor preparado, se aquilo que faz no CrossFit deixa-lhe dessa forma é porque, provavelmente, o volume de treino que fez está desajustado.

      Um abraço.

  33. Parabéns, sou médico trabalho com nutrologia e medicina desportiva e treino crossfit. Não tenho nada à acrescentar ao seu excelente comentário à respeito do crossfit, além de dizer que com certeza por ser uma modalidade de atividade onde a intensidade dos exercícios é elevada os riscos de causar lesões ou alterações funcionais graves do ponto de vista médico como arritmias cardíacas ou até infartos e morte súbita devem ser considerados. À meu ver os iniciantes devem ser muito bem conduzidos não sem antes realizarem uma avaliação médica detalhada. Isto não é para qualquer um e nem para quem está iniciando as atividades físicas. Parabéns e sucesso.

  34. Excelente artigo! Tenho 38 anos, sou médica e dou consultas de Anti-aging (Medicina funcional e Ortomolecular). Faço treino de força de forma consistente há + de 10 anos. Comecei a minha actividade física por alguma dança clássica seguida de dança contemporânea que me deixou com as algumas lesões típicas (condromalácia patelar, rotura quase completa dum adutor, várias distenções ligamentares/ musculares, etc, etc) p/ além de desiquilibrio na activação de diferentes grupos musculares e amplitude de movimento excessiva nalgumas articulações. Quando deixei a dança, ingressei nas clássicas aulas de fitness (aeróbica, step, o antigo “slide”, localizada, etc) mas com “overtraining” pq procurava sempre a maior intensidade a que estava habituada e por pensar que odiava “máquinas”. Após alguma insistência dum seu colega de profissão, lá me fui arrastanto p/ a sala de exercício para iniciar um processo de recuperação e de treino propriamente dito.
    Assim, quando me perguntam pq não experimento fazer 1 aula de cross fit?
    Eu respondo: Já faço cross fit (com cargas, reps e sets adaptadas a mim) desde há vários anos! Habitualmente, entre 30-45 min 2-3x/sem só com barra com pesos e halteres e com peso corporal (push-up, afundos, chin-up, squat jump, etc) e mts calos nas mãos. Praticamente não faço cardiofitness (de acordo com conceito) e qd o faço apenas HIIT na passadeira no máx. 20 min e nunca nos dias de treino de força. Também não faço qualquer exercício localizado p/ os abdominais, claro!
    Resultados? 0 lesões, boa capacidade aeróbica, boa força relativa e absoluta, massa gorda ~16%, “six pack”, etc.
    P/ mim, Cross-fit=Tentativa de levar o treino de força individual na sala de exercício p/ as aulas de grupo, com tudo de bom e mau que isso implica! A grande vatagem é sobretudo a motivação e maior intensidade p/ aqueles clientes que antes “treinavam” sentados numa bicicleta a ler revistas seguido de exercicios uniplanares quase exclusivos nas máquinas de musculação e com RMs bem abaixo do indicado (sem falar nas restantes variantes…).
    É como o chamado treino “funcional”…Agora todo o treino é funcional, mas isto não passa dum pleonasmo! Há algum exercicio mais funcional que o agachamento total com barra à frente/ costas (livre e não na smith machine)?
    Quando bem prescrito, o treino de força é sempre “funcional” e só deixou de o ser assim que alguns “entendidos” o tentaram modificar com a utilização de exercícios o mais compostos possíveis na bola suíça, bosu, trx, etc…como um dos “mestres” (Mr Charles Poliquin) refere com um “autêntico circo para impressionar clientes”!
    Infelizmente, como qualquer moda e mal seguida na maior parte das vezes, o que poderia ser uma boa alternativa – Aulas de cross-fit – para quem não consegue/gosta de treinar sozinho, provavelmente irá esbater-se no tempo, enquanto o treino de força base vai persistindo ao longo dos tempos.

  35. Boa Noite

    A meu ver, não noto diferença entre o crossfit e o treino funcional, talvez a difrença, é o risco de lesões, ser maior no crossfit.
    Atenção que não tou a dizer que seja mau, ou que não se deva fazer, mas se mesmo com acompanhamento profissional 16% de lesões num estudo é um bocadinho mau.
    Eu faço funcional, duas vezes por semana, tenho algumas pessoas que me seguem nos treinos e nas atividades desportivas que fazem, já notaram melhorias significativas, e isto num mês.
    Conheço pessoalmente alguns adeptos do crossfit, que tiveram que abrandar o ritmo, porque já não dava mais.
    Mais uma vez friso que não sou contra o crossfit, nem quero ferir susceptibilidades, nem quero que alguém desista de o fazer, mas tendo em conta o que pessoalmente vi.
    Agora um aparte ao comentário que tá acima, os materiais que está a frisar (trx, bosu, etc),
    tem muito, e tudo haver com o treino funcional. Eu digo isto porque tirei uma formação na área, e acredite que é bem mais facil usar o tal TRX, para fazer funcional do que uma barra nas costas…
    Já agora a título, de curiosidade, sabe onde nasceu o TRX? Nos marines (fuzileiro americanos), se eles o usam, é porque dá realmente resultado. Um dia faça um treino funcional com as bolas suiças, bosus e TRX e depois fale. Atenção que não tou a criticar.

    • O amigo Mr. Smith está completamente fora do que é Treino Funcional (nem ao lado, está mesmo a milhas ou léguas de distância). Se acredita que lá porque fez uma formação com diversos materiais e lhe chamavam Treino Funcional, claramente acredita em tudo o que lhe dizem e não se deu ao trabalho de pesquisar e aprender alguma coisa. Nem sequer me vou dar ao trabalho de lhe tentar explicar o que pode ser um Treino Funcional, para isso já era preciso ter algum trabalho de casa feito. Quando tiver essa parte tratada, fale com o Pedro Correia que ele dá-lhe umas dicas… Boa sorte nos seus “Funcionais”!

      • O carissímo amigo Tiago Pinheiro, se calhar você é que tá a léguas, milhas, etc de distância.
        Se for ver uma definição de funcional, vai ver que tenho razão.
        Pelo tipo de comentário, faz-me parecer igual àqueles PT’s que dizem aos clientes, que se um exercicio só fizer 9 reps e não 10, não crescem…
        E se leu tudo, eu não quis criticar ninguém, nem ferir susceptibilidades.
        E já agora o formador, que me deu a formação, é um dos muitos poucos a nível nacional, que pode efetivamente dar este tipo de formação.
        Vá ver a definição de um sr. chamdo Gay Cook ou então outro sr. Luciano D’Elia, leia os livros e aprenda.

        PS: Se quiser o nome do livro do sr gray cook chama-se Functional Movement System (Sistema de Movimentos Funcionais), que propõe que os movimentos feitos pelo corpo sejam corretos.

      • Meu caro, a partir do momento em que diz que qualquer material, seja ele qual for, tem tudo a ver com Treino Funcional, é suficiente para ter a certeza absoluta que não sabe do que fala. O Treino Funcional prende-se única e exclusivamente com o indivíduo e não com nenhum material, e não é por citar uns quantos livros que passa por entendido (até porque isso já ficou claro que não é no comentário anterior). Falei sobre o que disse usando apenas o que escreveu, se acha que faz sentido falar em más práticas e associá-las a alguém só porque sim, mais uma vez demonstra que não pode se levado a sério. Mais a uma vez, boa sorte com os seus “Funcionais”!

  36. Vamos lá ver se nos entendemos.
    Eu não quis dar a entender, que o crossfit seja mau, ou que a sra d. Ana Sofia Ribeiro, não tenha razão. O que eu quis dizer foi,por exemplo, que o TRX, é mais fácil de usar (para fazer exercicios), do que um agachamento com barra ( mesmo sem peso), não quer dizer que não se possa adaptar um exercicio “vulgar” de musculação, num exercicio funcional, ou não se possa usar barras e/ou halteres.
    Num nível mais avançado, um agachamento num bosu, além de trabalhar a parte muscular, também trabalha a proprioceptividade, que é importante, visto que com o passar da idade, o equilibrio, é uma qualidade que vamos perdendo (assim como as outras). Qual é a diferença entra fazer um afundo total com barra (sem peso), e fazer um agachamento total com fitball (nas costas)? O primeiro trabalha mais força, o segundo trabalha mais equilibrio; no primeiro tem que se ter os dois pes no chão (embora, haja sempre um artista que o consiga, fazer so com um), o segundo pode-se fazer unilateral (é mais dificil, e trabalha-se mais proprioceptividade). Como vemos, temos os dois razão, e falamos do mesmo, de forma diferente.
    Treino Funcional, prende-se não só com o individuo, mas também, para a forma que o corpo humana foi “criado” pela natureza. A adição de materiais, só torna os exercicios mais complexos e dificeis, daí que eu ao dizer que tinham tudo com o treino funcional, confesso que foi exagerado, mas tendo em conta que um individuo faça bem um agachamento, porque razão não o pode fazer em cima de uma superficie instavel?
    Mas como em tudo há adeptos do treino funcional, e há adeptos do crossfit,e da musculação, tal como no futebol.
    Espero que não guarde ressentimentos.

    Cumprimentos

  37. Vamos lá ver, se me explico melhor.
    Eu não quis dizer que só é, ou só pode ser considerado treino funcional, aquele que tem que ter materiais (TRX, Bosu,etc).
    Pegando num exercicio classico da musculação, o agachamento, normalmente, faz-se ou no multipower, ou barra livre, agora imaginemos fazer o mesmo agachamento, com barra livre em cima de um bosu? O que que se trabalha além da força? Proprioceptividade.
    É lógico que fazer burpees , não é preciso ter materiais para fazê-lo, mas imaginemos que temos um step, será que no momento em que nos pomos em pé, não poderiamos fazer um salto unilateral, alternado p’ra cima do step? Trabalhamos mais polimetria. Fazer uma afundo com halteres, será que não podemos por no pé da frente uma superficie instável de forma a “complicar” mais? É lógico que não podemos fazer isso com um individuo destreinado ou com pouca preparação.
    Como no futebol, há adeptos de uma modalidade, e há adeptos de outra, há quem goste do treino funcional e há quem deteste. Espero que não guarde ressemtimentos.

    Cumprimentos

    PS: Pelos vistos falamos do mesmo de forma diferente.

  38. Vamos lá ver se nos entendemos.
    Não quis dizer que é obrigatório, ter materiais para ser funcional, o que quis dizer é que pode-se fazer um agachamento num bosu, ou um afundo com uma plataforma instavel no pé da frente, de forma a ganhar equilibrio. Ao fazer burpees porque não por um step à frente e realizar um salto unilateral para cima do mesmo de forma a ganhar pliometria?
    O treino funcional, deve fazer com que os moviementos que realizamos tenham o menos gasto energético possivel, mas com o máximo de desempenho possivel (tipo automovel).
    Mais uma vez não queria ofender ninguém, e peço desculpa se o fiz. Espero que não guarde ressentimentos.
    A meu ver falámos do mesmo de forma diferente.

    Cumprimentos

    • Os materiais podem ser um excelente auxílio ao treino (todos os que referiu são bons), desde que colocados de acordo com o indivíduo que temos à frente e de acordo com os seus objectivos, pois isso é que vai determinar a funcionalidade de qualquer exercício para aquele indivíduo. Parece-me que falamos de assuntos parecidos, mas de forma muito diferente. Ainda assim, não há verdades absolutas nesta área, nem certos e errados completos (enfim, às vezes há), por isso desde que a metodologia seja a pensar no indivíduo, os caminhos são múltiplos dependendo do profissional que o acompanha. Cumprimentos!

  39. Eu tenho problemas de lordose e escoliose, razão pela qual tenho um certo receio do LPO… Vc acha que estes problemas são impeditivos absolutos ou se eu fizer um bom trabalho de base (fortalecimento do core), com moderação, posso praticar o crossfit?
    Grato,
    Alex

  40. Boa Tarde

    Eu acho que dependendo do grau tanto da escoliose e da lordose. De qualquer forma antes de começar a prática é tentar minimizar as duas, e fazer claro de forma progressiva um treino de core; mas concordo com o Pedro.

  41. Vamos lá ver se não digo nenhum disparate. Sou adepto de qualquer prática desportiva, acho o Crossfit bastante motivacional, com alguma competição, nem que seja apenas contra o relógio. No entanto, e apesar de não ter nenhuma formação de fitness, acho que qualquer exercicio fisico regular (ou chamado normal) é benéfico para a saude. Qualquer individuo, melhor do que ninguém, conhece o seu corpo e, como é óbvio, conhece perfeitamente as suas limitações, neste sentido pode adaptar qualquer prática desportiva (incluindo Crossfit) no seu dia a dia, com resultados satisfatórios a longo prazo. A grande questão não se prende ao facto do Crossfit, hipotéticamente, levar o esforço fisico ao limite, porque isso qualquer actividade física o pode fazer, mas sim a necessidade de haver consciência por parte de quem treina. O problema é que todos nós sofremos de uma patologia crónica: a necessidade de constante superação. Esta insistência em provocar os limites do corpo humano não é benéfica, pelo contrário, nós não fomos concebidos para desafiar constantemente as leis da física corporal. No fundo o que eu quero demostrar é que, por melhor competência que um instrutor tenha, por mais conhecimento técnico que ele possua, somos nós que sentimos o nosso corpo, somos nós que que temos a noção das nossas limitações e, sem hesitações, são essas mesmas que têm de ser respeitadas. O desporto de alta competição é prejudicial, e tudo o que seja levado ao extremo também, na vida não há nada melhor do que moderação e reconhecimento das nossas reais capacidades. A técnica, o saber fazer, como em tudo o que nos rodeia, é fundamental, mas do nosso corpo sabemos nós. Eu conformo-me com os resultados que o meu corpo me permite atingir a um nível que não comprometa o seu normal funcionamento, pode parecer algo subjectivo, mas a realidade é que a probabilidade de acidente (seja ela qual for) é significativamente reduzida – até porque em nenhuma ocasião o risco é reduzido a zero. Faço Crossfit em sincronia com exercicios funcionais e de musculação, não respeito Wods mas sim o estado em que a minha resistência se encontra no momento. Não gosto de intensidade, gosto da minha intensidade e tenho flexibilidade racional para todos os dias aprender mais um pouco com os instrutores. Apesar de tudo, não tenho o poder (nem quero) para julgar quem se excede, quem não racionaliza convenientemente, mas depois não se venham queixar que é do Crossfit ou de outro desporto qualquer: o problema está nas pessoas, como sempre.

    Cumprimentos a todos e bons treinos!

  42. Pingback: O Crossfit não é para todos! | Insights Dela

  43. Bom dia

    Gostava de saber qual é a diferença entre o crossfit e treino funcional.
    Já ouvi dizer, e vi em alguns sites, que são iguais muda a intensidade (no crossfit é muito mais intenso), outros afirmam que o crossfit é igual ao treino funcional, só que usa equipamentos (barras halteres, etc) mais pesados. Sinceramente eu não acho muita a diferença de um para outro, pois pelo que vi ambos podem usar (e usam) os mesmos exercícios e os mesmos pesos, dependendo do nível da pessoa.
    Eu gostava de saber qual é a fiferença real entre os dois.
    Obrigado

    Cumprimentos

      • Boa noite

        Se eu pegar em 7 ou 8 exercicios funcionais, e fizer cada um durante um minuto, com 10 segundos de descanso, e fizer em circuito umas 3 vezes, com intensidade não poderá ser crossfit?
        Peço desculpa, por este comentário, mas os videos que se vê no youtube tanto de cross como funcional, são 99% semelhantes. Se pusermos uma intensidade de 8 ou 9 na escala de borg modificada, básicamente temos crossfit. Mais uma vez peço desculpa pelo comentário.

        Cumprimentos

  44. Como o meu filho vai inaugurar uma Box aqui em Azeitao la vim eu ao Google inteirar me desta pratica e gostei do que li.Sou uma antiga professora da aeróbica e adoro zumba mas acho que como a formação das professoras é um fim de semana elas não podem ensinar os movimentos correctamente o que origina também algumas lesões.Mas mais uma vez obrigada pela excelente explicação do que é o cross fit.

  45. Concordo plenamente. O fato de estar na moda, coloca-se uma aula comercial como se todos os alunos tivessem as mesmas características. Concordo que para um box com 15 alunos ficaria difícil, mas o ponto que gostaria de elencar é a ausência, muitas vezes, de exercícios de correção postural, mobilidade corretiva e estabilidade corretiva para que os alunos pudessem ao invés de ir diretamente aos exercícios, corrigissem e melhorassem suas amplitudes de movimente prevenindo assim fazer exercícios sem a capacidade motora necessária.

    Muito bom o estudo. Parabéns.

  46. Raramente consigo ler um artigo deste género do inicio ao fim e este cativou a minha atenção. Muito bem estruturado, ilucidativo e nota-se que quem o escreveu sabe o que diz. Os meus parabéns

  47. Pingback: O que precisa saber antes de iniciar no CrossFit - Youpts

  48. Gostei imenso do artigo.
    Nada tenho contra o crossfit. Óptimo ao nível da motivação dos alunos. Óptimo para alunos com preparação evoluída a nível de treino, dominando as várias técnicas.
    O senão é, ao ter-se tornado uma “moda”, (porque cada vez mais as pessoas querem resultados rápidos em pouco tempo), vêm-se atrocidades de execução, movimentos ultra-rápidos, desgaste acentuado das articulações e o afastamento sucessivo dos múltiplos alunos lesionados. O que se faz actualmente, por esse País fora, ao nível do ensinamento é “de bradar aos céus”. A exaustão é um estado físico que só os atletas de alta competição atingem em dias de competição. Não queiramos exaurir em cada treino só porque dá gozo. O gozo sucessivo paga-se com lesões ou a incapacidade para continuar a prática.
    Actividade física é para toda a vida. Não é para nos desgastarmos rápidamente só por sentirmos a adrenalina elevada. Os resultados têm que ser efectivos para toda a vida.
    Por isso, amantes do crossfit, só façam o que sentirem que vos faz bem para toda a vida, com a intensidade e a execução ponderada pelo realismo da vossa condição actual e progressivamente vão evoluindo.
    Já agora daqui a 30 anos façam o balanço sobre todos esses 30 anos de prática do crossfit.

  49. Pingback: O que precisa saber antes de iniciar no CrossFit - Personal Trainers - Youpts

  50. Olá !!! Li o post mas continuo com dúvidas a repeito de se devo ou não continuar no Crossfit. Tenho uma diminuição entre as últimas vértebras da lombar e às vezes tenho lombalgia. Quando entrei no Crossfit há 7 meses já tinha esse problema. Mas recentemente tive uma crise novamente e agora estou na dúvida se volto ou não a prática do mesmo. Poderiam me ajudar ?

    • Olá Stella, sua dúvida parece um pouco com a que eu tive e gostaria de lhe dar meu testemunho. Sou brasileiro e pratico crossfit há 8 meses e assim como você tenho uma condição difícil de lombar que vem de 4 anos pra cá, com uma hérnia de disco grau 1 e certa degeneração das articulações devido reumatismo. Acho o crossfit um treino excepcional, fantástico e que está muito bem definido no excelente artigo de Pedro Correia que lemos nesta página e que me faz muito bem.

      Nunca me lesionei no crossfit nesse período mas algumas vezes fiquei com lombalgias fortes, que chegavam a durar de 2 a 4 dias após o treino. Algumas vezes as dores me obrigaram a tomar anti-inflamatórios. E com tudo isso, claro que veio a dúvida em diversos momentos: será que paro ou continuo?

      Atualmente continuo no crossfit, primeiro, por confiar nos instrutores do box que frequento que sabem dos meus problemas e assumem que não seriam loucos de deixar eu fazer algo que pudesse me prejudicar. Então o primeiro ponto que você deve pensar pra tirar sua dúvida é se você está tendo acompanhamento correto pelos seus instrutores, se eles são capacitados de fato e se eles sabem de todos os seus problemas, para poderem observar seu comportamento nos treinos ou seja, conversar com eles todos os dias de treino e passar seu estado é fundamental. Mantenho os instrutores cientes de meus exames médicos, dores, remédios, etc, isso dá boa base pra eles me observarem mais atentamente durante os treinos.

      Em segundo lugar o que me dá confiança pra continuar no crossfit, é que eu venho de uma condição diferenciada devido a um reumatismo (espondilite anquilosante) que demorou pra ser diagnosticado e acabei tenho um quadro de dores generalizada nas costas e quadril. Pra melhoras, comecei a praticar pilates 3x por seman, depois duas e e continuo a praticá-lo uma vez por semana, isso já há 3 anos, para ajustes no quadril e coluna e fortalecimento do core, psoas, adutores, etc. Então tenho uma consciência corporal muito boa atualmente e eu mesmo consigo avaliar se tal exercício vai me causar dano ou não e me deixar ciente de que terei dor muscular pela atividade e não dor por danos causados. Acredito que o pilates ao menos uma vez por semana é um suporte muito grande a ter menos lesões no crossfit porque você estará mais alinhada, fortalecida interiormente e trabalhando sua consciência corporal que poderá aplicar nos exercícios do crossfit.

      Em terceiro lugar tenho um cálculo que me dá certeza que posso continuar. Como eu visito com frequência médicos ortopedistas, reumatologistas e fisiatras e sei que todos são unânimes em dizer que devido aos os problemas que tenho, eu não deveria levantar mais que 20% do meu peso corporal. E por outro lado, os instrutores afirmam que mesmo com estes problemas eu posso levantar 100% do meu peso corporal. Então após sentir que em alguns treinos o peso era exagerado para mim, eu tomei uma decisão própria e fiz uma média, então, no meu estágio atual eu levanto no máximo 60% do meu peso corporal. Quando eu treinar e meu corpo responder que posso fazer mais, levantarei 65% por cento, depois 70% e assim por diante até definir o quanto posso levantar sem sofrer danos. Se vou levantar 100% algum dia não sei, apenas sei que a fórmula está dando certo e por enquanto continuarei a treinar crossfit dentro dos meus limites.

      Espero ter ajudado.

      Sucesso e saúde pra você e aos leitores desde blog.

  51. Obrigado pelo artigo espetacular. Acabei de entrar nesse programa e vejo o quanto é complicado conciliar a correção do movimento com as exigências de tempo. Eu opto sempre por ir devagar ao contrário de muitos amigos.

  52. Mais uma vez, excelente artigo! Permita-me a audácia de um pequeno reparo, que para quem não é Paleo ou desconhece por completo poderá ser induzido em erro. Compreendi e acredito que a esmagadora maioria dos leitores também tenham compreendido quando foi aflorada a questão de ingestão (ou não) dos HC. No entanto, da forma como a frase está escrita, pode originar a interpretações sobre a Paleo que não correspondem à realidade. Paleo não é sinónimo de “No Carb”, ou com muito esforço “Low Carb”. Paleo estrita como é referido no artigo não é sinónimo de restrictiva em termos de quantidades de HC’s. Não pelo menos em termos lineares. “Apenas” o será em termos de qualidade de HC’s. Continuação do Excelente trabalho!

  53. Artigo bastante interessante. Tenho procurado literatura do género, até porque iniciei agora o crossfit, ainda que para iniciados. O meu grande problema é como o conjugar com treino de hipertrofia. E, acima de tudo, perceber de que forma me pode ajudar no ganho de massa muscular ( se é que o pode fazer).

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