Palestra Gratuita: É Errado Pensar que a Falta de Força não é um Problema de Saúde

Será no próximo dia 1 de Junho, sábado, 14h30-16h,  que vou dar uma palestra subordinada ao tema: “É errado pensar que a falta de força não é um problema de saúde”.

O evento será organizado pela Bwizer e a palestra terá lugar em Lisboa no Hotel 3K Barcelona.

Informações e inscrições no seguinte link: https://bit.ly/2HNWE0t

Até breve!

Workshop Estratégias para Prevenção e Tratamento do Cancro

No próximo dia 18 de Maio (sábado), irá realizar-se na The Strength Clinic (TSC) o PrevenWorkshop “Estratégias para Prevenção e Tratamento do Cancro”. Neste evento estarão presentes a Dra. Catarina Ribeiro (Médica Oncologista), a Dra. Andreia Luís de Castro (Nutricionista Funcional), eu e o meu irmão Nuno Correia, Fisiologistas do Exercício. 

O Workshop terá a duração de três horas e meia (16h-19h30) e as inscrições deverão ser realizadas por e-mail para info@thestrengthclinic.training, ou caso prefiram, na recepção da TSC.

Para mais informações sobre os prelectores, tópicos a abordar e condições de participação, podem consultar aqui a página do evento: https://www.facebook.com/events/310637646298480/

Este é um evento a não perder. Até breve!

Certificação Barbell Training Specialist

Será nos próximos dias 11, 12 de Maio e 1 de Junho que irei ministrar em conjunto com o Nuno Correia a Certificação de Barbell Training Specialist na The Strength Clinic.

Nesta Certificação, realizada em parceria com a WellX ProSchool, será abordado o treino com barra olímpica, com foco na sua utilização correta como ferramenta de excelência para desenvolver força e atleticismo gerais transferíveis para todas as outras atividades diárias, desportivas ou não.

Todas as informações sobre esta Certificação no seguinte link: http://wellxproschool.com/Page/Details/5136.

Até breve!

Participação Programa Saúde em Dia – Canal Saúde Mais

Foi na semana passada que tive o prazer de participar no Programa Saúde em Dia do Canal S+ em representação da The Strength Clinic e da MAE Clinic. Nesta conversa foi abordada a relevância da nossa Consulta de Exercício e Estilo de Vida no espectro actual da saúde e a importância do exercício físico no crescimento (smartgrowing) e no envelhecimento (smartaging).

Os interessados poderão ver aqui a ligação: https://www.saudemais.tv/vid…/86269-saude-em-dia-t03-e013-02.

A minha participação decorre entre os 9:20 e os 22 minutos.

Até breve!

3º WORKSHOP MAE CLINIC

Será no próximo dia 23 de Março (sábado) que terá lugar o 3º Workshop organizado pela MAE Clinic e onde estarei presente na Mesa de Debate referente aos 5 Pilares do Smart Aging em representação da The Strength Clinic.

O evento abrange várias temáticas desde a Prevenção e Manutenção da Saúde ao Diagnóstico e Terapêutica da Patologia.

O Workshop destina-se ao público em geral e realiza-se no dia 23 Março de 2019 das 9h00 às 14h00 no Hotel Myriad Sana Hotels – Parque das Nações Expo Lisboa.

As inscrições deverão ser feitas através da MAE Clinic, contactando o número 211359111 ou o 914308080, ou por e-mail: geral@maeclinic.pt.

É errado pensar que a Falta de Força não é um Problema de Saúde – Parte 1

Existe atualmente evidência científica suficiente para afirmarmos que o treino de força é um método eficaz ao nível da prevenção, tratamento e, potencialmente, da reversão de várias doenças crónicas. Efectivamente, a adesão a um programa de treino de força devidamente desenhado pode aumentar de forma significativa a saúde física e mental da população.

A importância é tal que são várias as organizações de renome mundial (Organização Mundial de Saúde, Centers for Disease Control and Prevention, American Heart Association, American Association for Cardiovascular and Pulmonary Rehabilitation, American College of Sports Medicine) que recomendam esta forma de treino para manter a saúde.

No entanto, apesar desta evidência, a maior parte da referenciação para o exercício é ainda o treino aeróbio e são poucos os médicos (e profissionais de saúde em geral) que fazem a referenciação para o treino de força. Este artigo tem como objectivo alertar para a relevância e para o impacto valioso do treino de força na saúde.

Cerca de 100% da nossa existência biológica tem sido dominada pela actividade outdoor. Caçar e procurar comida tem sido uma condição da vida humana durante milhões de anos1. Ou seja, se no passado era preciso fazer esforço (i.e. actividade física) para encontrar comida hoje em dia a comida vem ter connosco sem ter que fazermos esforço nenhum. Portanto, passamos de um estilo de vida bastante activo para um estilo de vida altamente sedentário. Com consequências graves ao nível da saúde pública. Se antigamente todas as pessoas tinham que exercer algum esforço físico para fazer a sua vida normal hoje em dia a maior parte não tem essas necessidades. O ambiente mudou e as pessoas também mudaram. Estão mais fracas, mais doentes, têm mais dores crónicas e estão cada vez mais dependentes de medicamentos. Mas a mensagem que ainda se passa na nossa sociedade (e em consultas médicas) é “não faça esforços e faça a sua vida normal”. E eu acredito que este é o pior conselho que se pode dar às pessoas! A vida normal? Mas que conselho é este? Como é que o normal pode ser bom? É preciso estar completamente alienado da realidade para poder fazer recomendações deste género.

Hoje em dia temos mais oportunidades do que nunca para construir um fenótipo saudável e forte. O fenótipo é a expressão do nosso organismo e este, depende em grande parte, das escolhas que fazemos todos os dias. Dois organismos podem ter o mesmo genótipo, o mesmo DNA, mas diferentes fenótipos – baseado nas suas experiências e no ambiente. É certo que há coisas que não conseguimos controlar como a nossa herança genética, o local do Mundo onde nascemos / vivemos, a sorte e o ambiente. Mas há muitas coisas que conseguimos controlar e que depende exclusivamente das nossas prioridades na vida e das nossas escolhas diárias (exemplos: hábitos de exercício, alimentação, sono, gestão do stress, tabagismo, álcool, exposição a ambientes poluídos). E eu acredito que o exercício físico em geral (e o treino de força em particular) é o factor mais importante de todos. É o mais potente, é quantificável e actua rapidamente em todos os sistemas e orgãos do corpo humano.

A realidade é esta: a população está envelhecida e com mais doenças crónicas / não transmissíveis. As principais doenças não transmissíveis são as doenças cardiovasculares, cancros, doenças respiratórias crónicas e diabetes. Só estes quatro grupos de doenças contam mais de 80% para as 41 milhões de mortes no Mundo2! De acordo com o primeiro relatório sobre envelhecimento saudável da Organização Mundial de Saúde (OMS) espera-se que o número de pessoas com mais de 60 anos duplique em 20503 e é neste contexto que precisamos de intervir com urgência no sentido de promover a autonomia motora e melhorar a capacidade funcional das pessoas. As tradicionais recomendações das caminhadas, da natação, do Pilates e de “fazer esforços de baixa intensidade” ou “não fazer esforços” provavelmente precisam de ser reconsideradas e devidamente contextualizadas.

É neste âmbito que o treino de força e o treino das qualidades físicas assumem um papel lapidar. Todas as pessoas (atletas e não atletas) precisam de treinar as suas qualidades físicas para viver com qualidade e de forma independente. Depois dos 30 anos de idade, os adultos perdem 3-8% da sua massa muscular por cada década. Ao longo do tempo, a perda de massa magra contribui para uma diminuição da força muscular e da potência, importantes preditores de equilíbrio, da ocorrência de quedas e de mortalidade4. No caso dos idosos é importante assinalar que as quedas são a principal causa de morte acidental após os 65 anos e são as fracturas das ancas aquelas que afectam em maior extensão a independência dos mesmos5.

Quando falo em força refiro-me à base para interagirmos com o ambiente à nossa volta, à fundação para o desenvolvimento das outras qualidades físicas (mobilidade, potência, velocidade, agilidade, endurance muscular), à capacidade de produzir força contra uma resistência externa (pode ser o chão ou outro objecto qualquer) através das contracções musculares. Esta é, provavelmente, a capacidade mais treinável que dispomos e aquela que poderá ter maiores repercussões na melhoria da nossa função, na nossa independência e na nossa longevidade funcional. Tarefas como caminhar rapidamente, sentar e levantar de uma cadeira, subir escadas, manter o equilíbrio, carregar malas ou brincar com os filhos / netos, são exemplos de actividades da nossa vida diária que requerem uma componente mínima das várias manifestações de força (força máxima, força rápida e força de resistência). Portanto, tanto a força como o músculo (mais a sua qualidade que quantidade), são parâmetros da função física que precisam de ser cuidados na construção do fenótipo do envelhecimento saudável.

Estas questões assumem maior importância ainda quando constatamos que a partir do passado dia 1 de Outubro de 2016, na décima revisão da classificação internacional de doenças (ICD-10), a sarcopenia foi classificada como uma doença pela OMS sendo detentora de um código próprio (M62.84). Isto deverá levar a um aumento na disponibilidade de ferramentas de diagnóstico e a um maior entusiasmo da indústria farmacêutica para desenvolver medicamentos para combater a sarcopenia6. Mas na minha opinião isto também representa uma grande oportunidade para os profissionais do exercício poderem ajudar no combate desta doença, já que será o treino de força (devidamente orientado como é óbvio) o estímulo mais potente na sua prevenção e tratamento.

Pedro Correia

Referências:

  1. Booth FW, Roberts CK, Laye MJ. Lack of exercise is a major cause of chronic diseases. Comprehensive Physiology. 2012;2(2):1143-1211. doi:10.1002/cphy.c110025.
  2. GBD 2015 Risk Factors Collaborators. Global, regional, and national comparative risk assessment of 79 behavioural, environmental and occupational, and metabolic risks or clusters of risks, 1990–2015: a systematic analysis for the Global Burden of Disease Study 2015. Lancet, 2016; 388(10053):1659-1724.
  3. Beard JR, Officer A, de Carvalho IA, et al. The world report on ageing and health: A policy framework for healthy ageing. Lancet 2016;387:2145e2154.
  4. English KL, Paddon-Jones D. Protecting muscle mass and function in older adults during bed rest. Current Opinion in Clinical Nutrition and Metabolic Care. 2010;13(1):34-39. doi:10.1097/MCO.0b013e328333aa66.
  5. National Center for Injury Prevention and Control of the Centers for Disease Control and Prevention. Preventing Falls: A Guide to Implementing Effective Community-Based Fall Prevention Programs 2nd edition. Atlanta: 2015.
  6. Anker SD, Morley JE, von Haehling S. Welcome to the ICD-10 code for sarcopenia. J Cachexia Sarcopenia Muscle. 2016 Dec;7(5):512-514. Epub 2016 Oct 17. PubMed PMID: 27891296; PubMed Central PMCID: PMC5114626.

4º Congresso Envelhecimento Ativo – Viseu

Será no próximo dia 16 de Março que terei o prazer de ministrar um Workshop de três horas no 4º Congresso de Envelhecimento Ativo: Atividade Física e Saúde, organizado pelo Município de Viseu e em parceria com a Escola Superior de Educação de Viseu.

O tema do meu Workshop será: “Treino de Força para um Envelhecimento Forte e Saudável”.

Todas as informações sobre o evento no seguinte link: http://www.congressoenvelhecimentoativo.pt/

Até breve! 🙂