80% Nutrição e 20% Exercício. Será esta a Fórmula do Sucesso?

“Tudo o que é popular está errado”

– Oscar Wilde 

É recorrente ouvirmos no Mundo do fitness que os resultados no ginásio correspondem a uma relação de 80% nutrição e apenas 20% exercício. Algumas pessoas acreditam de tal forma nesta regra de ouro que até acham que não vale a pena “sacrificar-se” a fazer exercício. Afinal de contas é uma grande chatice ter que fazer exercício (e algum tipo de esforço físico) quando se pode ficar a navegar confortavelmente na internet a ver aquelas fotos artísticas no instagram e a escolher os ingredientes ditos saudáveis para os próximos bolos e bolinhos. O Natal está a chegar, e com ele o frio…e se a nutrição são os tais 80% se calhar o melhor é mesmo ficar em casa a fazer bolos!

Há uma célebre frase atribuída a Joseph Goebbels, ministro da Propaganda de Adolf Hitler na Alemanha Nazista, bastante conhecida e que pode ser aplicada neste contexto: “A lie repeated a thousand times becomes a truth”, isto é, uma mentira repetida mil vezes torna-se a verdade. E a verdade é que quanto mais ouvimos dizer que a nutrição constitui 80% dos resultados e o exercício 20% mais convencidos ficamos que isto é verdade. Mas será mesmo assim? Permitam-me vestir a pele de cientista por um breve instante e colocar a seguinte pergunta: “onde está a evidência?”

A resposta: NÃO EXISTE!

E, na minha prática, é muito frequente ver pessoas com uma alimentação cuidada mas que ainda assim têm pouca massa muscular, excesso de gordura visceral e pouca força e capacidade funcional.

Ora bem, em primeiro lugar importa saber do que realmente estamos a falar. Qual é o contexto? Estamos a falar de Saúde, de Performance ou de Composição Corporal? Será que esta relação 80/20 é igual para os três cenários? Será que uma pessoa com problemas de saúde (que podem ir desde a saúde músculo-esquelética, neural, cardiovascular, psicológica até à saúde metabólica) deverá ter as mesmas necessidades que um indivíduo que está preocupado apenas com a sua composição corporal? Será que um atleta que quer optimizar a sua performance desportiva deverá ter a mesma preocupação em manter esta relação nutrição vs. exercício? Será que uma pessoa com  sarcopenia ou com dores articulares deverá seguir a regra de ouro dos 80/20? E que tipo de exercício físico é que estamos a falar? De baixa intensidade e alto volume? De alta intensidade e baixo volume? Com impacto? Sem impacto? Baseado em máquinas? Baseado em movimento? Será que não interessa aferir, em primeira instância, qual o estado inicial do indivíduo e quais os seus objetivos específicos?

Vamos abordar um exemplo flagrante e bastante comum: a perda de peso. Se o objetivo for apenas perder peso, normalmente é aconselhado uma dieta com restrição calórica e aí certamente que a alimentação terá um peso maior no resultado final. Mas a questão que se impõe é: será que o perder peso sem atender à sua composição, vai ajudar a melhorar a saúde e performance do indivíduo? Não interessará mais melhorar a relação massa magra vs. massa gorda? É porque se o foco for apenas na alimentação, o corpo vai ficar flácido, fraco e doente! Não creio que essa condição interesse a alguém.

Meus caros, não tenham dúvidas, tanto a nutrição como o exercício são FUNDAMENTAIS para melhorar a saúde, a performance e a composição corporal. E a extensão de cada componente irá variar de acordo com a situação em que cada pessoa se encontra e com a fase da vida em que está. Ambas são necessárias para melhorar qualquer condição. Nas situações em que os hábitos alimentares são pobres, porventura, poderá ser mais importante melhorar esse aspecto em primeiro lugar para aumentar as probabilidades de adesão; noutras situações em que os princípios básicos da alimentação estão assegurados, provavelmente será mais importante melhorar o programa de exercício e os hábitos de movimento.

Atenção, reparem no detalhe: “melhorar o programa de exercício” em vez de “fazer mais exercício”? Reparem que eu disse também “melhorar os hábitos alimentares” em vez de “fechar a boca”? A razão pela qual esta relação é relevante acontece porque estamos demasiado habituados a ouvir que o exercício nunca é demais e que comer menos é bem melhor – pensamos demasiado em termos quantitativos. Mas, na minha opinião, este raciocínio não passa de sabedoria popular! E quanto ao exercício físico, as pessoas ainda pensam nele como um mero veículo para queimar calorias e excessos alimentares, isto é reflexo de uma sociedade pouco evoluída em termos de cultura e literacia física.

Na generalidade as pessoas pensam que comem bem e que os planos de treino prescritos em massa para o tal circuito de máquinas-de-cardio são a fórmula para os resultados pretendidos. Mas quem poderá fazer essa avaliação de forma precisa e criteriosa são os profissionais de cada uma dessas áreas. Não são os curiosos do fitness e não são certamente os sucessos de instagram!

Deixem-se de merdas e TREINEM 🙂

Até breve!

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Quando é que a Mentalidade do Mundo Fitness vai acabar?

Após um período de ausência no blogue e pelo trabalho que desempenho diariamente deparei-me com este pensamento, aquilo que a maioria das pessoas procura no Mundo Fitness está desvirtuado e isso está a prejudicar os profissionais que trabalham de forma séria e responsável. A vulgarização de receitas, de dietas da moda e de planos de treino que proliferam hoje em dia é gritante. São poucos os indivíduos que se preocupam com a qualidade e, pior que isso, são muito poucos aqueles que percebem a diferença entre os profissionais sérios e os curiosos do fitness.

As pessoas movem-se mais pela estética (que não é necessariamente mau) que pela sua saúde, ou seja, as pessoas estão mais preocupadas em “parecer” que estão em forma do que em “estar” realmente em forma. E, infelizmente, é a estética o principal motivo para as pessoas se inscreverem num ginásio ou procurarem um profissional – poucos são os que querem melhorar a sua saúde senão aqueles que já tenham passado ou estejam a passar por uma situação de aflição.

A maior parte das pessoas ainda olha para o exercício físico como uma actividade de lazer, como uma actividade não fundamental à sua existência, como uma actividade cujo único interesse é aumentar o dispêndio energético e queimar calorias. E isto deixa-me preocupado. Preocupado porque os benefícios do exercício na saúde estão amplamente documentados e as massas continuam interessadas em saber quais são os melhores exercícios para determinados grupos musculares e os melhores suplementos para queimar gordura!

Na minha opinião é fundamental uma programação do treino aliado a um plano nutricional elaborado por profissionais qualificados para a obtenção de resultados não apenas no imediato mas sim para a vida. Infelizmente, neste mundo fitness, não há cultura de esforço e muito menos cultura de treino.

Esta mentalidade de fitness, em que a preocupação com o banho turco/sauna, com a piscina, com o direito ou não às toalhas, com a necessidade imperiosa de realizar alongamentos no fim da aula, deixam-me não apenas incomodado, como preocupado com o desenvolvimento a longo prazo da relação do indivíduo com a sua saúde e forma física através do exercício e alimentação.

Termino com uma reflexão: Até quando? E para quando a mudança?

Até breve!

Como tudo começou?

Dez anos. No passado dia 18 de Junho de 2007 estava deitado numa cama de hospital para iniciar o transplante de medula óssea. Eram 13 horas. Quando penso nesse momento lembro-me de tudo aquilo que aconteceu até lá chegar. Do início do processo. Da indignação. Da revolta interior. Do sentimento de injustiça que senti quando soube que estava doente. Da procura constante de explicações. De todos os acontecimentos que tiveram lugar ao longo desse ano, que parecia interminável. Análises. Exames. Consultas. Incontáveis horas de espera no hospital. Confusões administrativas. Condutas médicas egocêntricas e despreocupadas. Da falta de condições humanas e materiais para poder tratar as pessoas da forma como elas mereciam ser tratadas – com respeito, com dignidade, com humanismo. Particularmente no serviço de Hemato-Oncologia do Hospital Central do Funchal, que foi onde iniciei os meus tratamentos. Talvez um dia fale mais sobre isso. Hoje não. Mas aquilo parecia um filme de terror e eu não queria fazer parte do elenco.

O desfecho já o partilhei mas hoje quero recordar como tudo começou. Decorria o ano de 2006. Mês de Junho. Lembro-me que estava em Madrid no âmbito de uma pós-graduação, e, numa noite, creio que era um sábado à noite, estava a preparar-me para ir a uma festa de gala. Quando estava a colocar a gravata e a apertar o colarinho, reparei num volume estranho no pescoço. Era um nódulo. Quando fazia pressão não sentia qualquer dor mas era bastante denso. Nessa noite não liguei muito à situação mas depois fui reparando que aquilo não passava e que parecia estar a aumentar de tamanho. Talvez não estivesse mas só pelo facto de saber que aquele nódulo continuava lá e que não desaparecia achei que era importante ir ao médico para saber a sua opinião e tentar apurar o que se passava.

Falei com um médico amigo meu na Madeira, ele observou-me e disse-me que era melhor fazer umas análises e um raio-X tórax para, depois, ser observado por outro médico, um colega dele especialista em medicina interna. E assim foi. Fiz as análises, estava tudo bem. Fiz o raio-X e, além dos nódulos no pescoço, verificou-se também uma massa anormalmente grande na zona do mediastino (a área situada entre os pulmões). Isto não parecia ser bom sinal. Na altura, ouvi o médico a murmurar à minha mãe uma palavra esquisita que nunca tinha ouvido falar. Mas parecia que queriam que não ouvisse. Rapidamente percebi que a notícia não era boa pela expressão que a minha mãe fez. Entretanto, também percebi que o médico não me queria dizer exactamente o que se passava – disse-me que o melhor era fazer um TAC para ter mais certezas. Depois ainda fiquei a falar um pouco mais com o meu amigo que me observou no início e quando subi ao andar onde trabalhava a minha mãe (só para contextualizar, a minha mãe era enfermeira no serviço de Ortopedia), encontrei-a a chorar atrás de uma porta, a ser confortada por algumas colegas do serviço mas bastante afectada com tudo aquilo que estava a acontecer. Muito mais que eu, que, ainda não sabia bem o que se estava a passar. Lembro-me perfeitamente de olhar para ela e perguntar: “o que é que se passa? o que é que o médico disse? qual é o problema?” E foi aí que percebi que a palavra que foi sussurrada ao seu ouvido pelo médico foi Hodgkin, linfoma de Hodgkin. Nesse momento, não fazia a mais pequena ideia da gravidade da situação mas depois de ficar a saber o que era, comecei a ficar preocupado. Com a minha mãe a chorar e altamente abalada só me lembro de olhar para ela, de lhe agarrar nos braços e dizer para não se preocupar, que tudo iria correr bem. Mas a verdade é que já estava ferido por dentro. Nunca lhe disse isto. Achei que era importante manter-me forte e mostrar confiança naquele momento. Depois vim-me embora, a minha mãe ficou no serviço a trabalhar, e eu só pensava em chegar ao carro o mais rápido possível para regressar a casa e ficar sozinho. Só queria ficar sozinho.

Quando cheguei ao carro, chorei. E não conseguia parar de chorar. Não conseguia deixar de pensar no que me podia acontecer. Fui o caminho todo a chorar para casa e a pensar porquê que isto tinha acontecido comigo. Estava completamente arrasado. Coloquei os óculos de sol para disfarçar as lágrimas enquanto conduzia mas elas não paravam de escorrer pela cara abaixo. “O que será que vai acontecer?” – pensava eu. Cheguei a casa, abri a porta, parei o carro dentro da garagem e depois de ficar um pouco mais calmo, comecei a pesquisar sobre o linfoma de Hodgkin. Queria saber as causas, os tratamentos disponíveis, o que podia fazer para melhorar, tudo aquilo que estava ao meu alcance para poder melhorar melhorar esta condição. Na altura, já havia alguma informação disponível mas mal sabia eu o que ainda estava para vir.

Há dez anos atrás, deitado naquela cama, estava vivo mas não me sentia vivo. E, digo-vos, não há sensação melhor que sentirmo-nos vivos, fazermos aquilo que gostamos e desfrutarmos das coisas simples que a vida nos proporciona. Sentirmo-nos vivos é absolutamente maravilhoso.

Até breve!

Fat Burn Boot Camp 9th Edition – Inscrições Abertas

O QUE É O FAT BURN BOOT CAMP? EM QUE CONSISTE? 

O Fat Burn Boot Camp é um conceito de treino inovador que tem como objectivos queimar gordura, tonificar o corpo e aumentar os níveis de força e energia, através da aprendizagem  de movimentos funcionais e fundamentais para a sua vida (andar, agachar-se, levantar-se, empurrar, puxar, rodar, correr, saltar, lançar, etc.).

Apesar do nome “Boot Camp” poder fazer lembrar aquilo que se faz no meio militar, este evento vai ter características diferentes, uma vez que o treino e os exercícios serão adaptados à capacidade física de cada pessoa. Um dos objetivos principais é, obviamente, queimar gordura, mas mais importante que isso, é termos a certeza que vai melhorar a sua saúde e composição corporal sem comprometer a sua integridade física. Ou seja, queremos ajudá-lo(a) a alcançar esses resultados, sem que para isso tenha que saltar 500 vezes e/ou a fazer 500 flexões na mesma sessão de treino (ao estilo do que já vimos no Biggest Loser)!

O Fat Burn Boot Camp consiste na prática de treino físico em grupo com a orientação de profissionais qualificados, através da realização de exercícios funcionais com o peso corporal e outro tipo de equipamento desportivo. O tipo de treino inclui trabalho de estabilidade, mobilidade, equilíbrio, força, velocidade, potência, agilidade, core e resistência muscular, isto é, todos os atributos físicos que precisa para ter mais autonomia e maior qualidade de vida.

As sessões terão uma duração aproximada de 60 minutos e serão realizadas ao ar livre de uma forma intensa (e igualmente divertida) porque estamos conscientes que só assim é que é possível atingir os resultados que deseja. Portanto, vai ter a oportunidade de treinar bem e divertir-se ao mesmo tempo que queima gordura! Não acha espectacular?

PORQUÊ O FAT BURN BOOT CAMP E NĀO OUTRO BOOT CAMP QUALQUER? 

Além das características descritas acima, é preciso destacar que o programa de treinos que temos para si não se esgota nas sessões de treino propriamente ditas. Como um dos nossos objectivos é garantir que alcança resultados mensuráveis, não podemos ignorar aquilo que come todos os dias. Desta forma, vamos encorajá-lo(a) a fazer algumas melhorias a nível nutricional e vamos dar-lhe um programa para que possa realizar em casa durante a semana. Se não tiver pachorra para treinar sozinho(a) arranje um familiar ou amigo para treinar consigo!

Sabemos que tudo isto envolve algum esforço e disciplina (e temos noção que estas coisas podem ser difíceis de cumprir), mas acreditamos profundamente que este tipo de investimento compensa – afinal de contas aquilo que lhe estamos a oferecer é uma oportunidade para melhorar a sua qualidade de vida.

O QUE PODE ESPERAR DO PROGRAMA FAT BURN BOOT CAMP? 

  • Uma melhoria da sua saúde e condição física.
  • Uma mudança na sua composição corporal.
  • Mais energia e vigor para a vida – um regresso à sua juventude!
  • Uma dose de olhares invejosos quando for à praia.
  • Melhor tom de pele como resultado da libertação de toxinas.
  • Uma melhoria nos seus padrões de sono.
  • Uma melhoria da sua auto-estima quando olhar para o espelho.
  • Um corpo mais tonificado.
  • Uma melhoria na sua performance sexual.
  • Uma melhoria da sua qualidade de vida.

QUEM PODE PARTICIPAR? 

Todas as pessoas com idade superior a 18 anos de ambos os géneros e que não tenham qualquer problema de saúde conhecido.

NOTA IMPORTANTE: O Fat Burn Boot Camp destina-se apenas àquelas pessoas que estão seriamente comprometidas em melhorar a sua saúde e a sua condição física. Queremos sentir a sua energia positiva e o seu entusiasmo, portanto os queixinhas e os resmungões não precisam de se inscrever.

QUAIS OS LOCAIS / DATAS / HORÁRIOS? 

O Fat Burn Boot Camp 9th Edition terá uma duração de 13 semanas, de 29 de Abril a 22 de Julho de 2017, e decorrerá todos os sábados de manhã no Parque Urbano do Jamor. Existem também alternativas (ver programas abaixo) para aqueles que não se querem comprometer com o programa de 13 semanas, no entanto, este é o programa de MELHOR VALOR e que recomendamos a todos aqueles(as) que pretendem transformar o seu corpo e a sua vida!

Vamos abrir as inscrições para um grupo, com as sessões de treino a decorrer às 9h. O número mínimo de participantes para a realização deste Programa é de dez pessoas. No caso de não se verificarem inscrições suficientes, o programa será cancelado.

COMO SE PODE INSCREVER? 

As inscrições decorrerão até ao próximo dia 27 de Abril (quinta-feira).

Para formalizar a sua inscrição só tem que enviar um e-mail a fatburnbootcamp13@gmail.com com o seu nome e número de telefone. Note que as mesmas só serão consideradas válidas após o envio do comprovativo de transferência bancária para o e-mail.

O número de vagas é limitado pelo que recomendamos que garanta o seu espaço com a maior antecedência possível.

QUAIS OS PROGRAMAS? O QUE ESTÁ INCLUÍDO?

1) Fat Burn Boot Camp (13 sessões/13 semanas)

Este é o programa que precisa de fazer para ver resultados significativos e para transformar o seu corpo e a sua vida.

. Até 13 de Abril: 225€ total (75€/mês) 

. Até 27 de Abril: 255€ total (85€/mês) 

Horário: 9h-10h (sábados de manhã)

Inclui:

  • Sessão de Orientação/Avaliação
  • Uma sessão de treino em grupo por semana
  • Duas Avaliações Metabólicas InBody770 (no início e no final do Programa)*
  • Aconselhamento Nutricional
  • Programa de treino para realizar em casa durante a semana
  • T-shirt oficial do evento

* As Avaliações Metabólicas InBody 770 serão realizadas na The Strength Clinic (Alcântara, Lisboa). A Medição inicial decorrerá entre os dias 24-28 de Abril e a Medição final na semana de 17-21 de Julho. Para efectuar a marcação deverá entrar em contacto através do e-mail info@thestrengthclinic.training ou do telefone (+351) 211575216.  

2) Programa Mensal (4 sessões/4 semanas): 65€

Para aqueles que não podem fazer o programa de 13 semanas, por motivos laborais e/ou outros. Vai notar algumas melhorias, mas nada que tenham a ver com o programa anterior. 

Inclui:

  • Uma sessão de treino em grupo por semana
  • Programa de treino para realizar em casa durante a semana

3) Sessão individual: 15€

* Sócios The Strength Clinic: 10€ 

Para aqueles que não podem fazer nenhum dos anteriores mas que ainda assim pretendem experimentar uma sessão de treino completamente diferente daquilo que estão habituados. 

NOTA 1: Para as pessoas que têm objetivos mais específicos e que pretendem progredir de uma forma mais rápida, existe uma opção para aconselhamento personalizado, que está disponível através de consulta. Entre em contacto connosco para saber mais detalhes.

COMO SE PROCESSAM OS PAGAMENTOS? 

Os pagamentos deverão ser efectuados por transferência bancária para o NIB 0065 0922 00114720000 71, com a indicação do serviço/programa que pretende.

No caso do programa de 13 semanas, os pagamentos devem ser efectuados mensalmente até o dia 20 do mês de Maio e Junho (75€/mês ou 85€/mês). No primeiro mês (Abril), o pagamento deverá acontecer juntamente com a inscrição.

No caso do programa de 4 semanas, o pagamento de 65€ deverá ser efectuado previamente aquando do momento da inscrição. Precisará de confirmar connosco o dia em que pretende iniciar o Programa mas tenha em conta que este deverá ser realizado em quatro semanas seguidas.

No caso das sessões individuais, o pagamento de 15€ (ou 10€ para os sócios da The Strength Clinic) deverá ser efectuado previamente aquando do momento da inscrição. Precisará sempre de confirmar connosco o dia em que pretende realizar o treino.

NOTA 1: Tendo em conta os objetivos do programa e a limitação de lugares, vamos dar prioridade às pessoas que se inscreverem para o programa completo de 13 sessões.

NOTA 2: Os participantes são responsáveis por enviar o comprovativo de pagamento até à(s) data(s) indicadas para  o e-mail fatburnbootcamp13@gmail.com.

QUE EQUIPAMENTO DEVO LEVAR? 

Recomendamos que traga roupa desportiva, uma toalha (para não sujar o banco do seu carro quando for para casa) e, muito importante, uma garrafa de água. O nosso corpo e tecido cerebral são compostos por mais de 75% de água e o tipo de treino que vai fazer requer que se hidrate com alguma frequência. Portanto, TRAGA ÁGUA!

PROOFISSIONAIS RESPONSÁVEIS

Pedro Correia (https://www.facebook.com/pedrocorreiatraining/)

Nuno Correia (https://www.facebook.com/NunoCorreiaPerformance/)

Gil Delgado (https://www.facebook.com/gil.delgado.5?fref=ts)

Hugo Falcão (https://www.facebook.com/hugo.falcao.52?fref=ts)

CONTACTOS

Web: http://fatburnbootcamp.com/

Facebook: https://www.facebook.com/fatburnbootcamp

E-mail: fatburnbootcamp13@gmail.com

OUTROS ASSUNTOS

A organização reserva o direito de alterar ou modificar quaisquer regras, assim como locais e/ou datas, em casos de extrema necessidade, de modo a não pôr em causa a segurança dos participantes.

Poderá a restrição calórica ou o jejum intermitente contribuir para evitar “doenças da idade” e viver mais tempo? – Parte 3

happy-seniors

Nota Prévia: Aqui está a terceira parte do artigo da autoria do meu irmão Nuno Correia, Co-fundador e Head Coach na The Strength Clinic. Para quem não teve oportunidade de ler as partes anteriores, ficam aqui os links: Parte 1 e Parte 2. Boa leitura 🙂

Parte 3

Implicações e aplicações práticas da restrição calórica e jejum intermitente

E agora…será que a prática de restrição calórica (RC) ou jejum pode ter valor terapêutico em humanos?

Como foi referido anteriormente (parte 1), estudos randomizados e controlados em humanos a estudar os efeitos da RC e jejum em humanos são mais escassos. Não é fácil encontrar voluntários para se sujeitarem ao “desconforto” de ingerir menos comida.

Só um aparte…

Diga-se de passagem que mudar o que quer que seja na alimentação de alguém pode ser uma tarefa difícil! De facto, e baseado na minha experiência, as pessoas são em geral altamente resistentes em mudar seja o que for nos seus padrões alimentares e tendem a defendê-los com “unhas e dentes”! Elaboram os mais variados racionais (e muito sofisticados por vezes…como o típico “mas o meu avô tem 90 anos e sempre comeu isto ou aquilo”) para simplesmente justificar a ingestão deste ou aquele alimento que no fundo “apenas” gostam de ingerir. A nutrição é para alguns uma religião, acreditem…!

Voltando aos estudos com humanos…

A outra razão prática para o facto de haver escassez de estudos controlados e randomizados em humanos sobre os efeitos da RC ou jejum para estudar os seus efeitos na esperança de vida e a incidência de “doenças da idade” prende-se com o facto da esperança de vida humana ser longa.

Contudo, alguns estudos randomizados e controlados em humanos apontam para benefícios claros da prática de RC em determinadas populações. Seguidamente estão resumidos alguns desses estudos, tipo de intervenção e efeitos significativos verificados.

  • Wang et al. (2013)
    • Amostra: indivíduos obesos.
    • Intervenção: 5 dias de 30% de RC (low-fat/high-carb ou high-fat/low-carb) após período de dieta isocalórica.
    • Resultados significativos:
      • As dietas de RC desceram os níveis de insulina e leptina em jejum aumentando os níveis de ácidos gordos livres (o que indica mobilização das reservas de gordura);
      • Sensibilidade à insulina não melhorou significativamente (talvez devido ao curto período de 5 dias), contudo  a sinalização de insulina no músculo (em resposta à insulina) aumentou apenas dos sujeitos na dieta low-fat/high-carb. Atenção que este efeito na sinalização de insulina em resposta à dieta low-fat/high-carb (e não na dieta high-fat/low-carb) pode representar apenas uma resposta adaptativa transiente devido à maior carga glicémica da dieta. A duração curta do estudo não permite concluir uma melhoria sustentada na regulação de insulina.
  • Kitzman et al. (2016)
    • Amostra: indivíduos obesos e idosos (67±5 anos) com insuficiência cardíaca.
    • Intervenção: 20 semanas de RC (défice de 350-400kcal/dia) com ou sem exercício (1 hora de caminhada 3 dias por/semana).
    • Resultados significativos:
      • Tanto a RC como o exercício (separadamente) incrementaram a capacidade aeróbia (indicado pelo aumentos de VO2 pico), com efeitos ainda maiores se combinados;
      • Tanto a RC como o exercício (separadamente) melhoraram a composição corporal (perda de massa gorda) com efeitos ainda maiores se combinados;
      • A RC (mas não o exercício) reduziu o marcador inflamatório proteína C reactiva (CRP) e estava correlacionada com a perda de peso.
  • Snel et al. (2012)
    • Amostra: indivíduos obesos com diabetes mellitus tipo 2 (T2DM) e  insulino-dependentes.
    • Intervenção: 16 semanas de RC (450kcal/dia) com ou sem exercício (1 hora + 4 sessões de 30 minutos num cilcloergómetro por semana).
    • Resultados significativos:
      • Tanto a RC como o exercício melhoraram os níveis de glucose, insulina e hemoblogina glicosilada (HbA1c) em jejum;
      • O grupo RC + exercício perdeu mais gordura e perímetro na cintura em comparação ao grupo apenas em RC;
      • Tanto a RC como o exercício aumentaram a expressão dos receptores e sinalização de insulina (revelado por biópsia muscular) bem como a sensibilidade periférica à insulina.
  • Pedersen et al. (2015)
    • Amostra: indivíduos com sobrepeso ou obesos, não diabéticos com doença das artérias coronárias.
    • Intervenção: 12 semanas de RC (800-1000kcal/day) com ou sem exercício (treno aeróbio intervalado 3 dias/semana).
    • Resultados significativos:
      • Separadamente, a RC foi superior ao exercício na perda de peso corporal, massa gorda e perímetro na cintura, bem como glicémia em jejum, sensibilidade à insulina e tolerância à glucose. Contudo, a RC conduziu a melhores resultados quando combinado com o programa de exercício.
  • Razny et al. (2015)
    • Amostra: indivíduos obesos não-diabéticos
    • Intervenção: 3 meses de RC (1200-1500kcal/dia) com ou sem  1.8 g/dia de ácidos gordos omega-3 (num rácio de 5:1 de DHA/EPA).
    • Resultados significativos:
      • RC com ou sem suplementação com omega-3 resultou em decréscimo no peso corporal e massa gorda semelhantes;
      • RC teve um efeito positivo superior nos níveis de triglicéridos e insulina qaundo combinado com suplementação com omega-3;
      • RC + omega-3 (mas não apenas RC) melhorou indicadores de resistência à insulina (indíce HOMA).
  • Prehn et al. (2016)
    • Amostra: mulheres obesas em idade pós-menopausa.
    • Intervenção: 12 semanas de RC (<800kcal/dia) seguido de 4 semanas numa dieta isocalórica ou 16 semanas duma dieta isocalórica (control group). Recomendação de aumentar a actividade física por semana.
    • Resultados significativos:
      • RC (mas não a dieta isocalórica) resultou em scores melhores em testes de performance de memória;
      • RC (mas não a dieta isocalórica) resultou numa melhoria do controlo glicémico e dos níveis de HbA1c;
      • O incremento na densidade na matéria cinzenta cerebral induzido pela RC revelou-se negativamente correlacionado com os níveis de glucose.

Recomendações e conclusões

De facto, intervenções de RC ou jejum parecem realmente ter clara utilidade terapêutica na melhoria de parâmetros de saúde relacionados com obesidade, inflamação, resistência à insulina, stress oxidativo e função cardíaca. É importante notar que apenas reduzir a quantidade de comida ingerida pode não ser suficiente e porventura pouco recomendável. Uma intervenção simplista desse género e prolongada no tempo pode resultar em défices nutricionais e por essa via boicotar resultados positivos para a saúde. Por isso, é importante monitorizar e garantir níveis adequados de nutrientes através de suplementação e/ou na escolha de alimentos nutricionalmente densos. De realçar também os efeitos sinérgicos positivos que a RC parece ter quando combinada com exercício (Snel et al., 2012; de Luis et al., 2015; Kitzman et al., 2016), podendo ser prescritos concomitantemente. Neste sentido, uma intervenção de RC muito ligeira (e.g. défice de 10%) ou um períodos de jejum intermitente curtos (>12 horas e não precisa de ser todos os dias) combinado com exercício poderá ter efeitos muito positivos e com eventual maior probabilidade de adesão do que intervenções de RC ou jejum mais agressivas.

Naturalmente, que RC severa, prolongada no tempo e sem exercício (especialmente treino de força) pode induzir perda de massa magra que é altamente indesejável se o objectivo é melhorar a saúde. Mais uma vez, e como em quase tudo, a dose correcta é o segredo! Em certas populações como grávidas (ou mulheres a tentar engravidar) e indivíduos jovens em crescimento, intervenções prolongadas de RC deverão ser evitadas pois podem comprometer o desenvolvimento. Contudo, volto a realçar que o mais determinante não é ingerir “calorias” mas sim ingerir “nutrientes”! Em indivíduos mais velhos com sarcopenia a RC deverá ser porventura evitada, embora os factores mais determinantes para inverter um quadro de sarcopenia são treino de força e ingestão adequada de proteína diária (que deve ser mais mais elevada para indivíduos mais velhos, >2g/kg de peso corporal).

Em relação ao caso específico do jejum intermitente (nota: o enfoque deste artigo não é discutir a utilização do jejum intermitente como estratégia de perda de gordura e/ou manutenção ou ganhos de massa muscular no contexto desportivo, mas sim os seus potenciais benefícios para a saúde geral), apesar dos poucos estudos controlados e randomizados em humanos, este parece oferecer efeitos positivos semelhantes aos da RC constante e será porventura mais fácil de implementar (Donati et al., 2008; Marzetti et al., 2009; Alirezaei et al., 2010; Arum et al.; 2014; Godar et al., 2015). Episódios pontuais de jejum (e.g. não tomar pequeno-almoço uma a duas vezes por semana em dias que não se treina por exemplo) não só poderá ser uma estratégia de fácil implementação para controlo semanal total de calorias ingeridas, como permite um efeito hormético positivo que é mediado por alguns dos mecanismos atrás descritos. O conceito de hormese é definido como um efeito benéfico na saúde, na resistência ao stress, no crescimento ou na longevidade – resultante da exposição a uma dose “adequada” a um agente stressor.

Em resumo, a RC ou jejum (ou o exercício) é algo para o qual estamos evolutivamente desenhados para tolerar e que na dose correcta oferece-nos benefícios e maior resiliência. Ou seja, o stress pontual de não comer pode ser um “desconforto saudável”!

Até à próxima!

Nuno Correia

Bibliografia e Referências

Alirezaei, M. et al., 2010. Short-term fasting induces profound neuronal autophagy. Autophagy, 6(6), pp.702–710.

Arum, O. et al., 2014. Preservation of blood glucose homeostasis in slow-senescing somatotrophism-deficient mice subjected to intermittent fasting begun at middle or old age. Age, 36(3), pp.1263–1290.

de Luis, D.A. et al., 2015. Response of osteocalcin and insulin resistance after a hypocaloric diet in obese patients.  Eur Rev Med Pharmacol Sci. 19(12) pp.2174–2179.

Donati, A. et al., 2008. Effect of Aging and Anti-Aging Caloric Restriction on the Endocrine Regulation of Rat Liver Autophagy. Journal of Gerontology: BIOLOGICAL SIENCES, 63(6), pp.550–555.

Dröge W., 2009. Avoiding the First Cause of Death. New York, Bloomington. iUniverse, Inc.

Godar, R.J. et al., 2015. Repetitive stimulation of autophagy-lysosome machinery by intermittent fasting preconditions the myocardium to ischemia-reperfusion injury. Autophagy. 11(9), pp.1537-1560.

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Poderá a restrição calórica ou o jejum intermitente contribuir para evitar “doenças da idade” e viver mais tempo? – Parte 2


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Nota Prévia: Conforme prometido aqui está a segunda parte do artigo da autoria do meu irmão Nuno Correia, Co-fundador e Head Coach na The Strength Clinic. Podem ver a parte 1 aqui. Boa leitura!

Parte 2

Que mecanismos subjazem aos efeitos da restrição calórica ou jejum intermitente na longevidade e “doenças da idade”? 

Mas afinal o que é “envelhecer”…e porquê…?

Envelhecer tem sido caracterizado por vários autores como um processo de deterioração progressiva das estruturas e funções moleculares, celulares e dos tecidos que está condicionada por factores genéticos e ambientais (Hu & Liu, 2014). Este processo multifactorial e complexo torna o indivíduo mais vulnerável à doença e conduz, no último momento, à morte. As principais determinantes (resultante de predisposição genética e factores ambientais) que caracterizam o processo de envelhecimento ao nível celular têm sido apontadas como sendo: danos causados por radicais livres; disfunção mitocondrial que resulta numa acumulação de espécies reactivas de oxigénio (ROS) e consequente stress oxidativo; decréscimo e ineficiência da autofagia (um processo conservado evolutivamente de reciclagem e “limpeza” essencial para a integridade celular – detalhes mais à frente); alterações nos processos de sinalização relacionados com hormonas como o factor de crescimento semelhante à insulina tipo 1 (IGF-1), insulina e hormona do crescimento; alteração no metabolismo do colesterol e da glucose; encurtamento dos telómeros (Testa et al., 2014).

Ora, parece que o processo de envelhecimento é de facto multifactorial. Provavelmente as várias teorias de envelhecimento (parte 1) estão correctas! Em geral, os processos moleculares vão-se tornando mais ineficientes, lentos e o sistema vai caminhando progessivamente para a entropia. Contudo, parece que conhecer o processo de autofagia (cujo declínio está associado ao envelhecimento) pode oferecer  uma “nova” perspectiva sobre o envelhecimento. Autofagia (ou “auto-digestão”) tem sido definido como um processo catabólico (normal e importante) que se caracteriza pela degradação nos lisossomas (organelo celular que funciona como “depósito de lixo”) de organelos danificados, proteínas “defeituosas” e patogénios intracelulares (Lavallard et al., 2012). A autofagia proporciona a degradação e reciclagem de macromoléculas, fornecendo não só novos nutrientes e energia durante restrição energética (durante restrição calórica ou jejum), mas também prevenindo a acumulação de resíduos celulares e agregados de proteínas no citoplasma. Logo, a autofagia constitui um processo protector e essencial para a homeostasia celular (Rubinsztein, Mariño & Kroemer, 2011) (nota: fiquem descansados os que pensam que a autofagia vai “comer os músculos todos” por ficarem umas horas sem comer. Isso não acontece!). De facto, vários autores têm apontado uma deficiente capacidade autofágica como um mediador importante de senescência celular e consequente ocorrência de “doenças ou características da idade” como: doenças cardiovasculares e neurodegenerativas; stress oxidativo; sistema imunitário débil; inflamação crónica; osteoporose; sarcopenia; diabetes; obesidade; cancro (Pallauf & Rimbach, 2013; Pyo, Yoo & Jung, 2013). Especificamente, revisões de estudos mecanicistas com animais têm indicado que a perda de função nos genes relacionados com a autofagia (autophagy-related genes – ATGs) resultaram na acumulação intracelular de proteínas e organelos defeituosos e consequentemente na aceleração do envelhecimento, enquanto que a promoção da actividade autofágica aumentou a esperança de vida (Yen & Klionsky 2008).

Nota: Os mecanismos de autofagia parecem realmente estar na ordem do dia com atribuição do Prémio Nobel 2016 da Medicina ao biólogo japonês Yoshinori Ohsumi. As suas descobertas nos mecanismos de autofagia apontam no sentido de que esse processo de limpeza e reciclagem celulares é essencial para prevenir doenças neurodegenerativas e outras. Os interessados poderão consultar o seguinte link: https://www.theguardian.com/science/live/2016/oct/03/nobel-prize-in-medicine-2016-to-be-announced-live.

De um modo geral, e desde os primeiros estudos em ratos pelo Dr. Clive McCay em 1935, que a restrição calórica tem sido extensivamente revista e reconhecida como uma estratégia anti-envelhecimento “potente”! Intervenções em vários tipos de espécies animais (desde invertebrados a mamíferos de maior porte como primatas) têm demonstrado que a restrição calórica (sem subnutrição) não só aumenta a esperança de vida (média e máxima), como atrasa o início das chamadas “doenças da idade” (Martin, Mattson & Maudsley, 2006; Xiang & He, 2011; Lee & Min, 2013; Kitada & Koya, 2013b; Szafranski & Mekhail, 2014; Testa et al., 2014). O regime de jejum intermitente (nada mais do que uma estratégia de restrição calórica como foi descrito na parte 1 deste artigo) parece oferecer o mesmo tipo de benefícios (Martin, Mattson, & Maudsley, 2006; Robertson & Mitchell 2013).

Ora, os mecanismos pelos quais a restrição calórica ou jejum induzem benefícios para a saúde parecem estar (em grande medida) relacionados com esta relação antagónica entre sinalização de insulina e autofagia. Está fácil de perceber, sendo a autofagia um processo catabólico (essencial, normal e protector, volto a salientar) e a activação das vias relacionadas com a sinalização a insulina um processo anabólico (igualmente importante e essencial na síntese proteica, a insulina não é a “má da fita”), quando uma das vias está activada a outra terá que estar inibida. Em termos práticos, o jejum activa a “maquinaria” da autofagia e ingerir uma refeição (sobretudo contendo proteína e/ou hidratos de carbono) activa a “maquinaria” da sinalização de insulina. O que parece ser essencial é de facto que haja períodos que permita o processo de eliminação e reciclagem proporcionado pela autofagia, e para isso acontecer é preciso não comer durante algum tempo (pelo menos 10-12 horas). Se não houver “espaço” para este processo (devido à ingestão constante de comida), isto poderá conduzir a um estado de sinalização de insulina “aberrante”, que poderá conduzir a muitas doenças normalmente associadas com um metabolismo deficiente da glucose e da insulina e que coincidem com as chamadas “doenças da idade”.

(Aviso: os menos “nerds” devem saltar o parágrafo seguinte)

Resumidamente, alguns dos mecanismos identificados em estudos com animais e que parecem estar subjacentes aos benefícios para a saúde induzidos pela restrição calórica ou jejum intermitente através regulação da sinalização das vias da autofagia e da insulina são: 1) Inibição da sinalização da via insulina/IGF-1 (devido à diminuição de aminoácidos e glucose circulantes) e das suas vias alvo protein kinase B (PKB)/mammalian target of rapamycin (mTOR); 2) Activação da via da sirtuína 1 (SIRT1), devido ao aumento no rácio de NAD+/NADH, e cujas vias alvo incluem a activação da adenosine monophosphate protein kinase (AMPK), factores de transcrição forkhead box O (FOXO), proliferator-activated receptor-gamma coactivator 1-alpha (PGC-1α) (um factor de biogénese mitocontrial), e inibição do factor de transcrição pró-inflamatório NFkB; 3) Activação da via da AMPK, devido ao aumento intracelular do rácio AMP/ATP, que por sua vez induz uma regulação positiva dos factores de transcrição FOXO e PGC-1α e inibição da via PKB/mTOR. (Martin, Mattson & Maudsley, 2006; Han & Ren 2010; Rubinsztein, Mariño & Kroemer, 2011; Yen & Klionsky, 2008; Xiang & He, 2011; Pallauf, & Rimbach, 2013; Pyo, Yoo, & Jung, 2013; Hu & Liu, 2014; Szafranski & Mekhail, 2014; Amigo & Kowaltowski, 2014; Testa, G. et al., 2014; Madeo et al., 2015).

Em humanos, apesar da menor abundância de estudos controlados e randomizados (pelos motivos referidos na parte 1 deste artigo), várias revisões de estudos de intervenção e observacionais (Yen & Klionsky, 2008; Marzetti, E. et al., 2009; Han & Ren 2010; Robertson & Mitchell, 2013; Testa et al., 2013; Madeo et al., 2015; Fan et al., 2016) indicam que os putativos benefícios para a saúde induzidos pela restrição calórica ou jejum intermitente têm por base os mesmos mecanismos relacionados com a sinalização das vias da insulina e regulação da autofagia. Alguns benefícios apontados incluem: maior longevidade saudável; melhor perfil lipídico; pressão arterial controlada; optimização da função diastólica e sistólica; melhor controlo homeostático da insulina e glucose; melhor sensibilidade à insulina e glucose; menor incidência de doenças neurodegenerativas; menor adiposidade; melhor biogénese mitocondrial no músculo esquelético; maior capacidade antioxidante; menores níveis de ROS e stress oxidativo.

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 * Poderá a Restrição calórica/ Jejum intermitente (CR/IF) atenuar a ocorrência de doenças da idade através da regulação da sinalização “aberrante” de insulina e autofagia?

Em conclusão, o efeito da restrição calórica ou jejum intermitente na regulação da sinalização de insulina e da autofagia parece emergir como um eixo regulatório central que merece atenção (pelo menos da minha parte).

Na terceira parte deste artigo abordarei então quais poderão ser implicações e aplicações práticas de restrição calórica ou jejum. Devemos todos fazer restrição calórica? De forma permanente e quanto? Em que fase da vida? Em que condições de saúde? Será que é na “intermitência” que estão os melhores ganhos?

Fiquem por aí!

Nuno Correia

Bibliografia e Referências 

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Poderá a restrição calórica ou o jejum intermitente contribuir para evitar “doenças da idade” e viver mais tempo? – Parte 1

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Nota Prévia: Este artigo é da autoria do meu irmão, Nuno Correia, o meu parceiro na The Strength Clinic. Já o tinha desafiado há algum tempo para escrever sobre este tema em português (aliás, este foi um tema que ele abordou na sua tese de mestrado em Nutrição Personalizada na Middlesex University London – e que tive a oportunidade de ler) mas até à data ainda não tinha sido possível. Finalmente, chegou o momento de partilhar este conhecimento convosco, espero que desfrutem da leitura tanto como eu e que fiquem atentos às restantes partes 🙂 

Introdução

Neste artigo debruçar-me-ei sobre a possibilidade da restrição calórica ou jejum intermitente constituírem estratégias terapêuticas nutricionais eficazes para prevenir, amenizar ou mesmo eliminar algumas “doenças ditas da idade” e dessa forma contribuir para viver melhor e mais tempo. É importante referir que a maior parte dos estudos sobre os efeitos de restrição calórica ou jejum intermitente (ou restrição calórica intermitente) na esperança de vida são de carácter mecanicista e conduzidos em modelos animais e/ou in-vitro. É compreensível a existência duma menor abundância de estudos de intervenção em humanos nesta área. Se pensarmos um pouco, não é fácil conduzir estudos em humanos sujeitos a restrição calórica para estudar os seus efeitos na esperança de vida e na incidência de “doenças da idade”. Não só não será fácil recrutar pessoas para voluntariamente incorrerem num período de restrição calórica, tal como não é prático estudar em humanos (de forma randomizada e controlada) os efeitos da restrição calórica ou jejum na esperança de vida, porque simplesmente estes “vivem muito tempo”. Por forma a obter resultados em tempo útil torna-se essencial conduzir estudos em espécies com esperança de vida mais curta. Contudo, estudos observacionais e alguns estudos de intervenção em humanos (discutidos mais à frente) parecem confirmar os mesmos efeitos benéficos para a saúde e pelos mesmos mecanismos moleculares daqueles observados em animais.

De referir ainda que, no contexto experimental, restrição calórica é definida como “redução da ingestão de alimento sem subnutrição”. Ou seja, normalmente intervenções nutricionais que implicam uma redução de 10-40% das necessidades calóricas diárias em que apenas as calorias e não os nutrientes são restringidos (na maior parte dos estudos controlados este aspecto é assegurado com suplementação de vitaminas e minerais) (Kitada & Koya, 2013b; Robertson & Mitchell, 2013). Esta noção é importante! Défice calórico não implica défice de nutrientes e excesso calórico não implica que as necessidades de nutrientes estão colmatadas. Jejum intermitente não será mais do que um método alternativo de restrição calórica em que a ingestão de comida é restringida durante um determinado período de tempo (normalmente entre 16 a 24 horas) seguido de um período de ingestão sem restrição, e que tem sido apontado como produzindo efeitos benéficos na saúde similares a protocolos de restrição calórica mais constante (Martin, Mattson, & Maudsley, 2006; Robertson & Mitchell 2013).

Parte 1

Deveremos aceitar ser “doentes” só porque envelhecemos?

É recorrente ouvir-se dizer que a doença é algo que “vem com o pacote da idade”. De facto envelhecer é uma chatice! A percepção geral de um declínio progressivo de todas as nossas funcionalidades à medida que envelhecemos não é, infelizmente, uma ilusão. Existem várias teorias sobre o envelhecimento. Embora seja um tema certamente muito interessante, uma descrição detalhada das várias teorias do envelhecimento não é o objectivo deste artigo. Duma forma geral, são apontados como principais os seguintes mecanismos subjacentes ao processo de envelhecimento:

  • A teoria da Metilação do DNA, redução do comprimento dos Telómeros e o “limite de Hayflick”. O “limite de Hayflick” (fenómeno descoberto por Leonard Hayflick) determina que as células humanas têm um número limite de replicação, depois do qual elas tornam-se senescentes. Os telómeros (i.e. uma espécie de “capacetes” protectores no final de cada cromossoma) tornam-se progressivamente mais curtos a cada divisão celular (Shay & Wright 2000). Ora, a metilação do DNA (um processo essencial e reparador que consiste na adição de grupos de metil ao DNA e que pode ser promovida pela abundância de doadores de metil provenientes da dieta por exemplo) é apontada como sendo protectora do comprimento dos telómeros e dessa forma adiar a morte celular e o envelhecimento. Por exemplo, em modelos animais, a hipometilação da enzima telomerase reverse trancriptase conduziu à preservação do comprimento dos telómeros dos leucócitos (Zhang et al. 2003; 2014). Neste exemplo, é plausível inferir que adiar a senescência dos leucócitos (através de metilação e consequente conservação do comprimento dos telómeros) pode contribuir para uma maior robustez do sistema imunitário e dessa forma influenciar positivamente a longevidade.
  • A teoria do envelhecimento associada à Inflamação crónica. Esta teoria sugere que inflamação crónica não resolvida induz o organismo humano a não alocar recursos para o funcionamento de outras funções normais (pois estão permanentemente alocados para a inflamação que não se resolve) e dessa forma conduz a um envelhecimento precoce de vários orgãos e tecidos, e a instalação precoce de “doenças da idade”.
  • A teoria do stress oxidativo e dos radicais livres. Esta teoria, originalmente proposta pelo Dr. Denham Harman em 1956, é baseada na premissa de que o processo de envelhecimento é mediado por danos causados por radicais livres. Teoricamente, reduzindo a acumulação de radicais livres (e.g. espécies reactivas de oxigénio) e ao mesmo tempo aumentando a capacidade antioxidante do organismo (aumentando glutationa e enzimas antioxidantes como superóxido dismutase e catalase), poder-se-á prevenir danos aos tecidos (desacelerando o processo de envelhecimento) e prevenir a ocorrência de “doenças da idade”, e consequentemente contribuir para aumentar a longevidade funcional (Harman, 1988; 2006).

Muito bem, envelhecer é inevitável! Já sabemos disso. Contudo, se pensarmos um pouco, todos os mecanismos apontados têm uma raíz ambiental, ou seja, podemos até certo ponto controlá-los através de decisões que tomamos todos os dias. Nomeadamente decisões sobre o que comemos e como nos mexemos. E isto são boas notícias! Está de facto nas nossas mãos desacelerar o processo de senescência e prevenir a instalação das chamadas “doenças da idade”. Note-se que se para nós (mundo ocidental) é estatisticamente “normal” envelhecer com diabetes, hipertensão, cancro, demência, sarcopenia, osteoporose, doenças cardiovasculares, resistência à insulina, obesidade e inflamação crónica (porque a população estudada tem um estilo de vida que conduz à doença), noutras populações contemporâneas (não ocidentalizadas) essas doenças são raras ou mesmo inexistentes. Neste âmbito, convido o leitor a consultar aquele que considero um dos melhores livros que conheço sobre nutrição e estilo de vida, e a sua relação com a incidência das chamadas doenças “ocidentais”, Food and Western Disease: Health and Nutrition from an Evolutionary Perspective de Staffan Lindeberg. De facto, se queremos apontar para o nosso máximo potencial de saúde e de vida, não devemos olhar apenas para o que é “normal” numa determinada população, porque essa pode ser uma população doente. Devemos sim procurar o que é “biologicamente normal” para um ser humano! Uma espécie que está desenhada (em termos evolutivos) para lidar com uma série de estímulos ambientais que incluem certos níveis de actividade física, nutrição, exposição solar e sono. E se por um lado envelhecer é normal, não parece ser “biologicamente normal” envelhecer com as doenças crónicas.

Neste contexto, é igualmente frequentemente citado o Okinawa Centenarian Study. A população de Okinawa apresenta o maior rácio de centenários (saudáveis) do planeta (50/100.000 vs 10-20/100.000 nos USA) e como tal do maior interesse para estudar os factores que potenciam essa longevidade. Um dos factores identificados (para além dum nível apreciável de actividade física e interação social) foi o facto das populações acima dos 70 anos ingerirem cerca de 11% de calorias abaixo (aproximadamente 1785kcal/dia o que constitui uma restrição calórica muito moderada) do que seria recomendado para manutenção do seu peso corporal (de acordo com a equação Harris-Benedict), contudo numa dieta rica em nutrientes (Wilcox et al., 2006).

15978601_1499898363357125_841027663_n * Os habitantes de Okinawa deverão ter o rácio mais elevado de centenários em todo o mundo com 50/100.000. 

O que podemos fazer para viver mais tempo e melhor é a minha principal motivação intrínseca. Como referi, as nossas escolhas em relação ao tipo de exercício físico, alimentos que ingerimos e outros factores relacionados com o estilo de vida podem condicionar quanto tempo vivemos e (porventura mais importante) quão saudáveis e funcionais vivemos. Na segunda parte deste artigo, abordarei alguns mecanismos pelos quais as intervenções nutricionais como a restrição calórica ou o jejum intermitente podem conduzir a benefícios para a saúde. E na terceira parte, abordarei possíveis implicações e aplicações práticas da prática de restrição calórica ou jejum, bem como quais as populações que podem beneficiar mais dessas estratégias nutricionais e as que as devem evitar.

Fiquem por aí!

Nuno Correia

Bibliografia e Referências

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